<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33609367</id><updated>2011-04-21T16:32:06.213-07:00</updated><title type='text'>Biografias - Extrações de outros sites</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33609367.post-116131509850772842</id><published>2006-10-19T20:31:00.000-07:00</published><updated>2006-10-19T20:31:38.526-07:00</updated><title type='text'>Luiz Fernando Verissimo</title><content type='html'>Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho do grande escritor Érico Veríssimo, iniciou seus estudos no Instituto Porto Alegre, tendo passado por escolas nos Estados Unidos quando morou lá, em virtude de seu pai ter ido lecionar em uma universidade da Califórnia, por dois anos. Voltou a morar nos EUA quando tinha 16 anos, tendo cursado a Roosevelt High School de Washington, onde também estudou música, sendo até hoje inseparável de seu saxofone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É casado com Lúcia e tem três filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista, iniciou sua carreira no jornal Zero Hora, em Porto Alegre, em fins de 1966, onde começou como copydesk mas trabalhou em diversas seções ("editor de frescuras", redator, editor nacional e internacional). Além disso, sobreviveu um tempo como tradutor, no Rio de Janeiro. A partir de 1969, passou a escrever matéria assinada, quando substituiu a coluna do Jockyman, na Zero Hora. Em 1970 mudou-se para o jornal Folha da Manhã, mas voltou ao antigo emprego em 1975, e passou a ser publicado no Rio de Janeiro também. O sucesso de sua coluna garantiu o lançamento, naquele ano, do livro "A Grande Mulher Nua", uma coletânea de seus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participou também da televisão, criando quadros para o programa "Planeta dos Homens", na Rede Globo e, mais recentemente, fornecendo material para a série "Comédias da Vida Privada", baseada em livro homônimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor prolífero, são de sua autoria, dentre outros, O Popular, A Grande Mulher Nua, Amor Brasileiro, publicados pela José Olympio Editora; As Cobras e Outros Bichos, Pega pra Kapput!, Ed Mort em "Procurando o Silva", Ed Mort em "Disneyworld Blues", Ed Mort em "Com a Mão no Milhão", Ed Mort em "A Conexão Nazista", Ed Mort em "O Seqüestro do Zagueiro Central", Ed Mort e Outras Histórias, O Jardim do Diabo, Pai não Entende Nada, Peças Íntimas, O Santinho, Zoeira , Sexo na Cabeça, O Gigolô das Palavras, O Analista de Bagé, A Mão Do Freud, Orgias, As Aventuras da Família Brasil, O Analista de Bagé,O Analista de Bagé em Quadrinhos, Outras do Analista de Bagé, A Velhinha de Taubaté, A Mulher do Silva, O Marido do Doutor Pompeu, publicados pela L&amp;PM Editores, e A Mesa Voadora, pela Editora Globo e Traçando Paris, pela Artes e Ofícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, tem textos de ficção e crônicas publicadas nas revistas Playboy, Cláudia, Domingo (do Jornal do Brasil), Veja, e nos jornais Zero Hora, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil e, a partir de junho de 2.000, no jornal O Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião de Jaguar "Verissimo é uma fábrica de fazer humor. Muito e bom. Meu consolo — comparando meu artesanato de chistes e cartuns com sua fábrica — era que, enquanto eu rodo pelaí com minha grande capacidade ociosa pelos bares da vida, na busca insaciável do prazer (B.I.P.), o campeão do humor trabalha como um mouro (se é que os mouros trabalham). Pensava que, com aquela vasta produção, ele só podia levantar os olhos da máquina de escrever para pingar colírio, como dizia o Stanislaw Ponte Preta. Boemia, papos furados pela noite a dentro, curtir restaurantes malocados, lazer em suma, nem pensar. De manhã à noite, sempre com a placa "Homens Trabalhando" pendurada no pescoço."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extremamente tímido, foi homenageado por uma escola de samba de sua terra natal no carnaval de 2.000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crônicas e Contos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Grande Mulher Nua &lt;br /&gt;- Amor brasileiro &lt;br /&gt;- Aquele Estranho Dia que Nunca Chega &lt;br /&gt;- A Mãe de Freud &lt;br /&gt;- A Mãe de Freud &lt;br /&gt;- A Mesa Voadora &lt;br /&gt;- A Mulher do Silva &lt;br /&gt;- As Cobras &lt;br /&gt;- A velhinha de Taubaté &lt;br /&gt;- A versão dos afogados – Novas comédias da vida pública &lt;br /&gt;- Comédias da Vida Privada &lt;br /&gt;- Comédias da Vida Privada &lt;br /&gt;- Comédias da Vida Pública &lt;br /&gt;- Seqüestro o zagueiro central&lt;br /&gt;- Com a Mão no Milhão&lt;br /&gt;- Procurando o Silva&lt;br /&gt;- Disneyworld Blues&lt;br /&gt;- As Cobras &lt;br /&gt;- As Aventuras da Família Brasil&lt;br /&gt;- História de Amor 22 &lt;br /&gt;- Ler Faz a Cabeça, V.1 &lt;br /&gt;- Ler Faz a Cabeça, V.3 &lt;br /&gt;- Novas Comédias da Vida Privada &lt;br /&gt;- O Analista de Bagé em Quadrinhos &lt;br /&gt;- O Marido do Dr. Pompeu &lt;br /&gt;- O Popular &lt;br /&gt;- O Rei do Rock &lt;br /&gt;- Orgias &lt;br /&gt;- Orgias &lt;br /&gt;- O Suicida e o Computador &lt;br /&gt;- O Suicida e o Computador &lt;br /&gt;- Outras do Analista de Bagé &lt;br /&gt;- Para Gostar de Ler, V.13 - "Histórias Divertidas". &lt;br /&gt;- Para Gostar de Ler, V.14 &lt;br /&gt;- Para Gostar de Ler, V.7 &lt;br /&gt;– "Crônicas", com L. Diaféria e J.Carlos Oliveira &lt;br /&gt;- Peças Íntimas &lt;br /&gt;- Separatismo; Corta Essa! &lt;br /&gt;- Sexo na Cabeça&lt;br /&gt;- Todas as comédias &lt;br /&gt;- Zoeira &lt;br /&gt;- A eterna privação do zagueiro absoluto &lt;br /&gt;- Comédias para se ler na escola &lt;br /&gt;- As mentiras que os homens contam &lt;br /&gt;- Histórias brasileiras de verão &lt;br /&gt;- Aquele estranho dia que nunca chega &lt;br /&gt;- Banquete com os Deuses &lt;br /&gt;Romances:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Borges e os Orangotangos Eternos &lt;br /&gt;- Gula - O Clube dos Anjos &lt;br /&gt;- O Jardim do Diabo &lt;br /&gt;- O opositor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia:&lt;br /&gt;- Poesia numa hora dessas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infanto-Juvenis:&lt;br /&gt;- O arteiro e o tempo &lt;br /&gt;- O Santinho &lt;br /&gt;- Pof &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagens &lt;br /&gt;– Culinária:&lt;br /&gt;- América &lt;br /&gt;- Traçando Japão &lt;br /&gt;- Traçando Madrid &lt;br /&gt;- Traçando New York &lt;br /&gt;- Traçando Paris &lt;br /&gt;- Traçando Ponto de Embarque para Viajar 1 &lt;br /&gt;- Traçando Ponto de Embarque para Viajar 2 &lt;br /&gt;- Traçando Porto Alegre &lt;br /&gt;- Traçando Roma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antologias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para gostar de ler Júnior - Festa de criança &lt;br /&gt;- As noivas do Grajaú &lt;br /&gt;- Todas as histórias do Analista de Bagé &lt;br /&gt;- Ed Mort - Todas as histórias &lt;br /&gt;- Comédias da vida privada &lt;br /&gt;- Para gostar de ler, v. 14 &lt;br /&gt;- O nariz e outras crônicas &lt;br /&gt;- Pai não entende nada &lt;br /&gt;- Coleção Jovem – &lt;br /&gt;- Zoeira &lt;br /&gt;- O gigolô das palavras &lt;br /&gt;Participações em Coletâneas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender o Brasil - Organização de Luiz Antonio Aguiar. Alegro, 2001. Texto: “O cinismo de (todos) nós”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cem melhores contos brasileiros do século - Organização de Ítalo Moriconi. Objetiva, 2000. Texto: “Conto de verão nº 2 - Bandeira branca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio ético - Organização de Ari Roitman. Garamond, 2000. Texto: “O poder do nada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para gostar de ler, volume 22 - Histórias de amor - Ática, 1999. Texto: “Uma surpresa para Daphne”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre - Memória escrita - Organização Zilá Bernd. Universidade Editorial, 1998. Texto: “Bola de cristal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contos para um Natal brasileiro - Relume Dumará, 1996. Texto: “White Christmas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contos brasileiros - Organização de Sérgio Faraco. L&amp;PM, 1996. Texto: “A missão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Democracia: Cinco princípios e um fim - Ilustrações de Siron Franco. Organização de Carla Rodrigues. Moderna, Coleção Polêmica, 1996. Texto: “Igualdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continente Sul/Sur - IEL, 1996. Texto: “Conversa de velho”.&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro continua lindo - Memória Viva, 1995. Texto: “Vitória carioca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeios pela Zona Norte - Centro Cultural Gama Filho, 1995. Texto: “As noivas do Grajaú”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Bento levou (charges) - Mercado Aberto, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos secretos - Artes e Ofícios, 1994. Texto: “Casados x solteiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de perfil - Organização de Sérgio Faraco. Centro Cultural Porto Alegre, 1994. Textos: “A mal entendida”, “A compulsão” e “Soluções”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separatismo - Corta essa! (cartuns) - L&amp;PM, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para gostar de ler, volume 13 - Histórias divertidas - Ática, 1993. Textos: “Atitude suspeita” e “O casamento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humor nos tempos do Collor - Com Jô Soares e Millôr Fernandes. L&amp;PM, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os gaúchos - Editora da Universidade, 1992. Texto: “A cidade que não está no mapa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cronistas do Estadão - Organização de Moacir Amâncio. O Estado de S. Paulo, 1991.Texto: “Negociações”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra é humor - Scipione, 1990. Texto: “Lixo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler faz a cabeça, volumes 1, 2 e 3 - Pedagógica e Universitária, 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crônicas de amor - Ceres, 1989. Textos: “Amores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sombras e luzes - Um olhar sobre o século - Organização de Hélio Nardi Filho. L&amp;PM, 1989. Texto: “À beira do tapete, à beira do espaço”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo conto brasileiro - Nova Fronteira, 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodízio de contos - Mercado Aberto, 1985. Texto: “Tronco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memórias (Revista Oitenta nº6) - L&amp;PM, 1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temporal na Duque (Revista Oitenta nº 5) - L&amp;PM, 1981.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para gostar de ler, volume 7 - Crônicas. Ática, 1981. Textos: “Confuso”, “Futebol de rua”, “Comunicação”, “Emergência” e “Matemática”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a verdade sobre Brigitte D’Anjou (Revista Oitenta nº 3) - L&amp;PM, 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condomínio (Revista Oitenta nº 2) - L&amp;PM, 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humor de sete cabeças (charges e cartuns) - Sulbrasileiro Seguros Gerais, 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antologia brasileira do humor - L&amp;PM, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tubarão - L&amp;PM, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QI 14 - Garatuja, 1975.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Fernando Verissimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda." (O Gigolô das palavras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE:&lt;br /&gt;www.releituras.com/lfverissimo_bio.asp - 24k &lt;br /&gt;portalliteral.terra.com.br/verissimo/index.htm - 17k&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33609367-116131509850772842?l=jornalorebatebiografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/feeds/116131509850772842/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33609367&amp;postID=116131509850772842' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/116131509850772842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/116131509850772842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/2006/10/luiz-fernando-verissimo.html' title='Luiz Fernando Verissimo'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33609367.post-116017952356939253</id><published>2006-10-06T17:02:00.000-07:00</published><updated>2006-10-06T17:07:33.240-07:00</updated><title type='text'>Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;font-size:85%;" &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3924/3468/1600/Drummond_smile.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3924/3468/200/Drummond_smile.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;              Nasceu em Itabira, 31 de outubro de 1902 e faelceu no Rio de Janeiro, 17 de  agosto de 1987. Considerado um dos principais poetas da literatura brasileira  devido à repercussão e alcance de sua obra. Nasceu em Minas Gerais, em uma  cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra. Formado em farmácia,  durante a maior parte da vida foi funcionário público, embora tenha começado a  escrever cedo e prosseguido até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de  Janeiro, doze dias após a morte de sua única filha, a escritora Maria Julieta  Drummond de Andrade. Além de poesia, produziu livros infantis, contos e  crônicas.  Drummond e o Modernismo brasileiro  Drummond, como os modernistas, proclama a liberdade das palavras, uma  libertação do idioma que autoriza modelação poética à margem das convenções  usuais. Segue a libertação proposta por Mario de Andrade; com a instituição do  verso livre, acentua-se a libertação do ritmo, mostrando que este não depende de  um metro fixo (impulso rítmico). Se dividirmos o Modernismo numa corrente mais  lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da  primeira, ao lado do próprio Mário de Andrade. Entretanto é importante notar que  a poesia de Drummond paira acima das periodizações e modismos literários,  permanecendo até hoje extremamente atual.  A poesia de Drummond  Quando se diz que Drummond foi o primeiro grande poeta a se afirmar  depois das estréias modernistas não se está querendo dizer que Drummond seja um  modernista. De fato herda a liberdade lingüística, o verso livre, o metro livre,  as temáticas cotidianas. Mas vai além. "A obra de Drummond alcança – como  Fernando Pessoa ou Jorge de Lima, Herberto Helder ou Murilo Mendes – um  coeficiente de solidão, que o despreende do próprio solo da História, levando o  leitor a uma atitude livre de referências, ou de marcas ideológicas, ou  prospectivas", afirma Alfredo Bosi (1994). E é exatamente por causa desta  liberdade que a poesia de Drummond é, ainda hoje, quase vinte anos após sua  morte e mais de setenta e cinco depois de sua estréia, atual, pertinente e - o  mais importante - lida e declamada nos quatro cantos do país.  Quem já não disse que tinha uma pedra no meio do caminho, que no meio  do caminho tinha uma pedra? Quem já não se perguntou e agora, José? Quem já não  abriu a janela numa cidadezinha e pensou eta, vidinha besta? Quem já não teve a  sensação de que seus ombros suportam o peso do mundo. De fato sua maestria é  menos a de um versificador que a de um criador de imagens, expressões e  seqüências.  Affonso Romano de Sant'ana costuma estabelecer que a poesia de Carlos  Drummond a partir da dialética “eu x mundo”, desdobrando-se em três atitudes:  Eu maior que o mundo – marcada pela poesia irônica  Eu menor que o mundo – marcada pela poesia social  Eu igual ao mundo – abrange a poesia metafísica  Sobre a poesia política, algo incipiente até então, deve-se notar o  contexto em que Drummond escreve. A civilização que se forma a partir da Guerra  Fria está fortemente amarrada ao neocapitalismo, à tecnocracia, às ditaduras de  toda sorte, e resoou dura e secamente no eu artístico do último Drummond, que  volta, com freqüência, à aridez desenganada dos primeiros versos: A poesia é  incomunicável / Fique quieto no seu canto. / Não ame. No final da décade de  1980, o erotismo ganha espaço na sua poesia até seu último livro.  Temas típicos da Poesia de Drummond  O Indivíduo: "um eu todo retorcido". o indivíduo na poesia de  Drummond é complicado, torturado, estilhaçado.  A Terra Natal: a relação dura e triste com o lugar de origem, que o  indivíduo abandona, mas que a terra não abandona o indivíduo.  A Família: O indivíduo interroga, sem alegria, mas sem  sentimentalismo, a estranha realidade familiar, a família que existe nele  próprio.  Os Amigos: "cantar de amigos", (título que parafraseia com as  Cantigas de Amigo). Homenagens a figuras que o poeta admira, próximas ou  distantes, de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, de Machado de Assis a Charles  Chaplin.  O Choque Social. O espaço social onde se expressa o indíviduo e as  suas limitações face aos outros.  O Amor: Nada romântico ou sentimental, o amor em Drummond é uma  amarga forma de conhecimento dos outros e de si próprio  A Poesia. O fazer poético aparece como reflexão ao longo da sua  poesia.  Exercícios lúdicos, ou poemas-piada. Jogos com palavras, por vezes de  aparente inocência näif, mas que podem levar a reflexões complexas.  A Existência: a questão de estar-no-mundo.  Cronologia:  1902 - Nasce em Itabira do Mato Dentro, Estado de Minas Gerais; nono  filho de Carlos de Paula Andrade, fazendeiro, e D. Julieta Augusta Drummond de  Andrade.  1910 - Inicia o curso primário no Grupo Escolar Dr. Carvalho Brito.  em Belo Horizonte, onde conhece Gustavo Capanema e Afonso Arinos de Melo Franco.   1916 - Aluno interno no Colégio Arnaldo, da Congregação do Verbo  Divino, Belo Horizonte.  1917 - Toma aulas particulares com o professor Emílio Magalhães, em  Itabira.  1918 - Aluno interno no Colégio Anchieta da Companhia de Jesus em  Nova Friburgo; é laureado em "certames literários". Seu irmão Altivo publica, no  único exemplar do jornalzinho Maio, seu poema em prosa "ONDA".  1919 - Expulso do Colégio Anchieta mesmo depois de ter sido obrigado  a retratar-se. Justificativa da expulsão: "insubordinação mental".  1920 - Muda-se com a família para Belo Horizonte.  1921 - Publica seus primeiros trabalhos na seção "Sociais" do Diário  de Minas. Conhece Milton Campos, Abgar Renault, Emílio Moura, Alberto Campos,  Mário Casassanta, João Alphonsus, Batista Santiago, Aníbal Machado, Pedro Nava,  Gabriel Passos, Heitor de Sousa e João Pinheiro Filho, todos freqüentadores do  Café Estrela e da Livraria Alves.  1922 - Ganha 50 mil réis de prêmio pelo conto "Joaquim do Telhado" no  concurso Novela Mineira. Publica trabalhos nas revistas Todos e Ilustração  Brasileira.  1923 - Entra para a Escola de Odontologia e Farmácia de Belo  Horizonte.  1924 - Escreve carta a Manuel Bandeira, manifestando-lhe sua  admiração. Conhece Blaise Cendrars, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário  de Andrade no Grande Hotel de Belo Horizonte. Pouco tempo depois inicia a  correspondência com Mário de Andrade, que durará até poucos dias antes da morte  de Mário.  1925 - Casa-se com a senhorita Dolores Dutra de Morais, a primeira ou  segunda mulher a trabalhar num emprego (como contadora numa fábrica de sapatos),  em Belo Horizonte. Funda, junto com Emílio Moura e Gregoriano Canedo, A Revista,  órgão modernista do qual saem 3 números. Conclui o curso de Farmácia mas não  exerce a profissão, alegando querer "preservar a saúde dos outros".  1926 - Leciona Geografia e Português no Ginásio Sul-Americano de  Itabira. Volta para Belo Horizonte, por iniciativa de Alberto Campos, para  trabalhar como redator-chefe do Diário de Minas. Heitor Villa Lobos, sem  conhecê-lo, compõe uma seresta sobre o poema "Cantiga de Viúvo".  1927 - Nasce, no dia 22 de março, mas vive apenas meia hora, seu  filho Carlos Flávio.  1928 - Nasce, no dia 4 de março, sua filha Maria Julieta, quem se  tornará sua grande companheira ao longo da vida. Publica na Revista de  Antropofagia de São Paulo, o poema "No meio do caminho", que se torna um dos  maiores escândalos literários do Brasil. 39 anos depois publicará "Uma pedra no  meio do caminho - Biografia de um poema", coletânea de críticas e matérias  resultantes do poema ao longo dos anos. Torna-se auxiliar de redação da Revista  do Ensino da Secretaria de Educação.  1929 - Deixa o Diário de Minas para trabalhar no Minas Gerais, órgão  oficial do Estado, como auxiliar de redação e pouco depois, redator, sob a  direção de Abílio Machado.  1930 - Publica seu primeiro livro, "Alguma Poesia", em edição de 500  exemplares paga pelo autor, sob o selo imaginário "Edições Pindorama", criado  por Eduardo Frieiro. Auxiliar de Gabinete do Secretário de Interior Cristiano  Machado; passa a oficial de gabinete quando seu amigo Gustavo Capanema substitui  Cristiano Machado.  1931 - Falece seu pai, Carlos de Paula Andrade, aos 70 anos.  1933 - Redator de A Tribuna. Acompanha Gustavo Capanema quando este é  nomeado Interventor Federal em Minas Gerais.  1934 - Volta a ser redator dos jornais Minas Gerais, Estado de Minas  e Diário da Tarde, simultaneamente. Publica "Brejo das Almas" em edição de 200  exemplares, pela cooperativa Os Amigos do Livro. Muda-se, com D. Dolores e Maria  Julieta, para o Rio de Janeiro, onde passa a trabalhar como chefe de gabinete de  Gustavo Capanema, novo Ministro de Educação e Saúde Pública.  1935 - Responde pelo expediente da Diretoria-Geral e é membro da  Comissão de Eficiência do Ministério da Educação.  1937 - Colabora na Revista Acadêmica, de Murilo Miranda.  1940 - Publica "Sentimento do Mundo" em tiragem de 150 exemplares,  distribuídos entre os amigos.  1941 - Assina, sob o pseudônimo "O Observador Literário", a seção  "Conversa Literária" da revista Euclides. Colabora no suplemento literário de A  Manhã, dirigido por Múcio Leão e mais tarde por Jorge Lacerda.  1942 - A Livraria José Olympio Editora publica "Poesias". O Editor  José Olympio é o primeiro a se interessar pela obra do poeta.  1943 - Traduz e publica a obra Thérèse Desqueyroux, de François  Mauriac, sob o título de "Uma gota de veneno".  1944 - Publica "Confissões de Minas", por iniciativa de Álvaro Lins.  1945 - Publica "A Rosa do Povo" pela José Olympio e a novela "O  Gerente". Colabora no suplemento literário do Correio da Manhã e na Folha  Carioca. Deixa a chefia de gabinete de Capanema, sem nenhum atrito com este e, a  convite de Luís Carlos Prestes, figura como editor do diário comunista, então  fundado, Imprensa Popular, junto com Pedro Mota Lima, Álvaro Moreyra, Aydano Do  Couto Ferraz e Dalcídio Jurandir. Meses depois se afasta do jornal por discordar  da orientação do mesmo. É chamado por Rodrigo M.F. de Andrade para trabalhar na  Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde mais tarde se  tornará chefe da Seção de História, na Divisão de Estudos e Tombamento.  1946 - Recebe o Prêmio pelo Conjunto de Obra, da Sociedade Felipe  d'Oliveira. Sua filha Maria Julieta publica a novela "A Busca", pela José  Olympio.  1947 - É publicada sua tradução de "Les liaisons dangereuses", de  Choderlos De Laclos, sob o título de "As relações perigosas".  1948 - Publica "Poesia até agora". Colabora em Política e Letras, de  Odylo Costa, filho. Falece Julieta Augusta Drummond de Andrade, sua mãe.  Comparece ao enterro em Itabira que acontece ao mesmo tempo em que é executada  no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a obra "Poema de Itabira" de Heitor  Villa-Lobos, composta sobre seu poema "Viagem na Família".  1949 - Volta a escrever no jornal Minas Gerais. Sua filha Maria  Julieta casa-se com o escritor e advogado argentino Manuel Graña Etcheverry e  passa a residir em Buenos Aires, onde desempenhará, ao longo de 34 anos, um  importante trabalho de divulgação da cultura brasileira.  1950 - Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu primeiro neto,  Carlos Manuel.  1951 - Publica "Claro Enigma", "Contos de Aprendiz" e "A mesa". É  publicado em Madrid o livro "Poemas".  1952 - Publica "Passeios na Ilha" e "Viola de Bolso".  1953 - Exonera-se do cargo de redator do Minas Gerais, ao ser  estabilizada sua situação de funcionário da DPHAN. Vai a Buenos Aires para o  nascimento de seu neto Luis Mauricio, a quem dedica o poema "A Luis Mauricio  infante". É publicado em Buenos Aires o livro "Dos Poemas", com tradução de  Manuel Graña Etcheverry, genro do poeta.  1954 - Publica "Fazendeiro do Ar &amp; Poesia até agora". Aparece sua  tradução para "Les paysans", de Balzac. Realiza na Rádio Ministério de Educação,  em diálogo com Lya Cavalcanti, a série de palestras "Quase memórias". Inicia no  Correio da Manhã a série de crônicas "Imagens", mantida até 1969.  1955 - Publica "Viola de Bolso novamente encordoada".  1956 - Publica "50 Poemas escolhidos pelo autor". Aparece sua  tradução para "Albertine disparue", de Marcel Proust.  1957 - Publica "Fala, amendoeira" e "Ciclo".  1958 - Publica-se em Buenos Aires uma seleção de seus poemas na  coleção "Poetas del siglo veinte". É encenada e publicada a sua tradução de  "Doña Rosita la soltera" de Federico García Lorca, pela qual recebe o Prêmio  Padre Ventura, do Círculo Independente de Críticos Teatrais.  1960 - Nasce seu terceiro neto, Pedro Augusto, em Buenos Aires. A  Biblioteca Nacional publica a sua tradução de "Oiseaux-Mouches orthorynques du  Brèsil" de Descourtilz. Colabora em Mundo Ilustrado.  1961 - Colabora no programa Quadrante da Rádio Ministério da  Educação, instituído por Murilo Miranda. Falece seu irmão Altivo.  1962 - Publica "Lição de coisas", "Antologia Poética" e "A bolsa  &amp;amp; a vida". É demolida a casa da Rua Joaquim Nabuco 81, onde viveu 36 anos.  Passa a morar em apartamento. São publicadas suas traduções de "L'Oiseau bleu"  de Maurice Maeterlink e de "Les fouberies de Scapin", de Molière, esta última é  encenada no Teatro Tablado do Rio de Janeiro. Recebe novamente o Prêmio Padre  Ventura. Se aposenta como Chefe de Seção da DPHAN, após 35 anos de serviço  público, recebendo carta de louvor do Ministro da Educação, Oliveira Brito.  1963 - É lançada sua tradução de "Sult" (Fome) de Knut Hamsun. Recebe  os Prêmios Fernando Chinaglia, da União Brasileira de Escritores, e Luísa  Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil, pelo livro "Lição de coisas". Colabora  no programa Vozes da Cidade, instituído por Murilo Miranda, na Rádio Roquete  Pinto, e inicia o programa Cadeira de Balanço, na Rádio Ministério da Educação.  Viaja, com D. Dolores, a Buenos Aires durante as férias.  1964 - Publica a primeira edição da "Obra Completa", pela Aguilar.  1965 - São lançados os livros "Antologia Poética", em Portugal; "In  the middle of the road", nos Estados Unidos; "Poesie", na Alemanha. Publica, em  colaboração com Manuel Bandeira, "Rio de Janeiro em prosa &amp; verso". Colabora  em Pulso.  1966 - Publica "Cadeira de balanço", e na Suécia é lançado "Naten och  rosen".  1967 - Publica "Versiprosa", "Mundo vasto mundo", com tradução de  Manuel Graña Etcheverry, em Buenos Aires e publicação de "Fyzika strachu" em  Praga.  1968 - Publica "Boitempo &amp;amp; A falta que ama". Membro  correspondente da Hispanic Society of America, Estados Unidos.  1969 - Deixa o Correio da Manhã e começa a escrever para o Jornal do  Brasil. Publica "Reunião (10 livros de poesia)".  1970 - Publica "Caminhos de João Brandão".  1971 - Publica "Seleta em prosa e verso". Edição de "Poemas" em Cuba.   1972 - Viaja a Buenos Aires com D. Dolores para visitar a filha,  Maria Julieta. Publica "O poder ultrajovem". Jornais do Rio, São Paulo, Belo  Horizonte e Porto Alegre publicam suplementos comemorativos do 70º aniversário  do poeta.  1973 - Publica "As impurezas do branco", "Menino Antigo - Boitempo  II", "La bolsa y la vida", em Buenos Aires, e "Réunion", em Paris.  1974 - Recebe o Prêmio de Poesia da Associação Paulista de Críticos  Literários. Membro honorário da American Association of Teachers of Spanish and  Portuguese, Estados Unidos.    1975 - Publica "Amor, Amores". Recebe o Prêmio Nacional Walmap de  Literatura e recusa, por motivo de consciência, o Prêmio Brasília de Literatura,  da Fundação Cultural do Distrito Federal.  1977 - Publica "A visita", "Discurso de primavera e algumas sombras"  e "Os dias lindos". Grava 42 poemas em 2 long plays, lançados pela Polygram.  Edição búlgara de "UYBETBO BA CHETA" (Sentimento do Mundo).  1978 - Publica "70 historinhas" e "O marginal Clorindo Gato". Edições  argentinas de "Amar-amargo" e "El poder ultrajoven".  1979 - Publica "Poesia e Prosa", 5ª edição, revista e atualizada,  pela editora Nova Aguilar. Viaja a Buenos Aires por motivo de doença de sua  filha Maria Julieta. Publica "Esquecer para lembrar - Boitempo III".  1980 - Recebe os Prêmios Estácio de Sá, de jornalismo, e Morgado  Mateus (Portugal), de poesia. Edição limitada de "A paixão medida". Noite de  autógrafos na Livraria José Olympio Editora para o lançamento conjunto da edição  comercial de "A paixão medida" e "Um buquê de Alcachofras", de Maria Julieta  Drummond de Andrade; o poeta e sua filha autografam juntos na Casa José Olympio.  Edição de "En rost at folket", Suécia. Edição de "The minus sign", Estados  Unidos. Edição de "Gedichten" Poemas, Holanda.  1981 - Publica "Contos Plausíveis" e "O pipoqueiro da esquina".  Edição inglesa de "The minus sign".  1982 - Ano do 80º aniversário do poeta. São realizadas exposições  comemorativas na Biblioteca Nacional e na Casa de Rui Barbosa, no Rio de  Janeiro. Os principais jornais do Brasil publicam suplementos comemorando a  data. Recebe o título de Doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio  Grande do Norte. Edição mexicana de "Poemas". A cidade do Rio de Janeiro festeja  a data com cartazes de afeto ao poeta. Publica "A lição do amigo - Cartas de  Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade", com notas do destinatário.  Publicação de "Carmina drummondiana", poemas de Drummond traduzidos ao latim por  Silva Bélkior.  1983 - Declina do troféu Juca Pato. Publica "Nova Reunião (19 livros  de poesia)", último livro do poeta publicado, em vida, pela Casa José Olympio.  1984 - Despede-se da casa do velho amigo José Olympio e assina  contrato com a Editora Record, que publica sua obra até hoje. Também se despede  do Jornal do Brasil, depois de 64 anos de trabalho jornalístico, com a crônica  "Ciao". Publica, pela Editora Record, "Boca de Luar" e "Corpo".  1985 - Publica "Amar se aprende amando", "O observador no escritório"  (memórias), "História de dois amores" (livro infantil) e "Amor, sinal estranho".  Edição de "Frän oxen tid", Suécia.  1986 - Publica "Tempo, vida, poesia". Edição de "Travelling in the  family", em New York, pela Random House. Escreve 21 poemas para a edição do  centenário de Manuel Bandeira, preparada pela editora Alumbramento, com o título  "Bandeira, a vida inteira". Sofre um infarto e é internado durante 12 dias.  1987 - No 31 de janeiro escreve seu último poema, "Elegia a um tucano  morto" que passa a integrar "Farewell", último livro organizado pelo poeta. É  homenageado pela escola de samba Estação Primeira de Mangueira, com o samba  enredo "No reino das palavras", que vence o Carnaval 87. No dia 5 de agosto,  depois de 2 meses de internação, falece sua filha Maria Julieta, vítima de  câncer. "E assim vai-se indo a família Drummond de Andrade" - comenta o poeta.  Seu estado de saúde piora. 12 dias depois falece o poeta, de problemas cardíacos  e é enterrado no mesmo túmulo que a filha, no Cemitério São João Batista do Rio  de Janeiro. O poeta deixa obras inéditas: "O avesso das coisas" (aforismos),  "Moça deitada na grama", "O amor natural" (poemas eróticos), "Viola de bolso  III" (Poesia errante), hoje publicados pela Record; "Arte em exposição" (versos  sobre obras de arte), "Farewell", além de crônicas, dedicatórias em verso  coletadas pelo autor, correspondência e um texto para um espetáculo musical,  ainda sem título. Edições de "Moça deitada na grama", "O avesso das coisas" e  reedição de "De notícias e não notícias faz-se a crônica" pela Editora Record.  Edição de "Crônicas - 1930-1934". Edição de "Un chiaro enigma" e "Sentimento del  mondo", Itália. Publicação de "Mundo Grande y otros poemas", na série Los  grandes poetas, em Buenos Aires.  1988 - Publicação de "Poesia Errante", livro de poemas inéditos, pela  Record.  1989 - Publicação de "Auto-retrato e outras crônicas", edição  organizada por Fernando Py. Publicação de "Drummond: frente e verso", edição  iconográfica, pela Alumbramento, e de "Álbum para Maria Julieta", edição  limitada e fac-similar de caderno com originais manuscritos de vários autores e  artistas, compilados pelo poeta para sua filha. A Casa da Moeda homenageia o  poeta emitindo uma nota de 50 cruzeiros com seu retrato, versos e uma  auto-caricatura.  1990 - O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) organiza uma  exposição comemorativa dos 60 anos da publicação de "Alguma Poesia". Palestras  de Manuel Graña Etcheverry, "El erotismo en la poesía de Drummond" no CCBB e de  Affonso Romano de Sant'Anna, "Drummond, um gauche no mundo". Encenação teatral  de "Mundo, vasto mundo", com Tônia Carrero, o coral Garganta e Paulo Autran, sob  a direção deste no Teatro II do CCBB. Encenação de "Crônica Viva", com adaptação  de João Brandão e Pedro Drummond, no CCBB. Edição da antologia "Itabira", em  Madrid, pela editora Visor. Edição limitada de "Arte em exposição", pela  Salamandra. Edição de "Poésie", pela editora Gallimard, França.  1991 - Publicação de "Obra Poética", pela editora Europa-América, em  Portugal.  1992 - Edição de "O amor natural", de poemas eróticos, organizada  pelo autor, com ilustrações de Milton Dacosta e projeto gráfico de Alexandre  Dacosta e Pedro Drummond. Publicação de "Tankar om ordet menneske", Noruega.  Edição de "Die liefde natuurlijk" (O amor natural) na Holanda.  1993 - Publicação de "O amor natural", em Portugal, pela editora  Europa-América. Prêmio Jabuti pelo melhor livro de poesia do ano, "O amor  natural".  1994 - Publicação pela Editora Record de novas edições de "Discurso  de primavera" e "Contos plausíveis". No dia 2 de julho falece D. Dolores Morais  Drummond de Andrade, viúva do poeta, aos 94 anos.  1995 - Encenação teatral de "No meio do caminho...", crônicas e  poemas do poeta com roteiro e adaptação de João Brandão e Pedro Drummond.  Lançamento de um selo postal em homenagem ao poeta. Drummond na era digital,  publicação de uma pequena antologia em 5 idiomas sob o título de "Alguma  Poesia", no World Wide Web , Internet, na data de seu 93º aniversário. Projeto  do CD-ROM "CDA-ROM", que visa a publicar, em ambiente interativo e com os  recursos da multimídia, os 40 poemas recitados pelo autor, uma iconografia  baseada na coleção de fotografias do poeta, entrevistas em vídeo e um  curta-metragem.  1996 - Lançamento do livro Farwell, último organizado pelo poeta, no  Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro, com a apresentação de  Joana Fomm e José Mayer. Esse livro é ganhador do Prêmio Jabuti.  1997 - Primeira edição interativa do livro "O Avesso das Coisas".  1998 - Inauguração do Museu de Território Caminhos Dummondianos em  Itabira. No dia 31 de outubro é inaugurado o Memorial Carlos Drummond de  Andrade, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, no Pico do Amor da cidade de  Itabira. Prêmio in memorian Medalha do Sesquicentenário da Cidade de Itabira.  1999 - I Forum Itabira Século XXI — Centenário Drummond, realizado na  cidade de Itabira. Lançamento do CD "Carlos Drummond de Andrade por Paulo  Autran", pelo selo Luz da Cidade.  2000 - Inaugurada a Biblioteca Carlos Drummond de Andrade do Colégio  Arnaldo de Belo Horizonte. Lançamento do CD "Contos de aprendiz por Leonardo  Vieira", pelo selo Luz da Cidade. Estréia no dia 31 de outubro o espetáculo  "Jovem Drummond", estrelado por Vinícius de Oliveira, no teatro da Fundação  Cultural Carlos Drummond de Andrade e Itabira (Secretaria de Cultura do  Município). Lançamento do CD "História de dois amores - contadas por Odete  Lara", pela gravadora Luz da Cidade. Encenação pela Comédie Française da peça de  Molière Les Fourberies de Scapin, com tradução do biografado, nos teatros  Municipal do Rio de Janeiro e Municipal de São Paulo. Lançamento do projeto "O  Fazendeiro do Ar", com o "balão Drummond", na Lagoa Rodrigo de Freitas - Rio de  Janeiro. II Fórum Itabira Século XXI — Centenário Drummond, realizado em outubro  na cidade de Itabira. Homenagem in memoriam Medalha comemorativa dos 70 anos do  MEC. Homenagem dos Ex-Alunos da Universidade Federal de Minas Gerais.  POESIA  Alguma poesia. Belo Horizonte: Edições Pindorama, 1930.  Brejo das almas. Belo Horizonte: Os Amigos do Livro, 1934.  Sentimento do mundo. R. de Janeiro: Pongetti, 1940; 10a ed., RJ:  Record, 2000.  Poesias (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José).  RJ: J.Olympio, 1942.  A rosa do povo. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1945.  Poesia até agora. (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do  mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1948.  A máquina do mundo (incluído em Claro enigma). Rio de Janeiro: Luís  Martins, 1949 (exemplar único).  Claro enigma. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1951.  A mesa (incluído em Claro enigma). Niterói: Hipocampo, 1951 (70  exemplares).  Viola de bolso. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1952.   Fazendeiro do ar &amp; Poesia até agora. (Alguma poesia, Brejo das  almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas, Claro enigma,  Fazendeiro do ar). R. de Janeiro: J. Olympio, 1954.  Viola de bolso (incluindo Viola de bolso novamente encordoada); 2ª.  ed. aumentada, Os Cadernos de Cultura, R. de Janeiro: J. Olympio, 1955.  Soneto da buquinagem (incluído em Viola de bolso novamente  encordoada). Rio de Janeiro: Philobiblion, 1955 (100 exemplares).  Ciclo (incluído em A vida passada a limpo e em Poemas). Recife: O  Gráfico Amador, 1957. (96 exemplares).  Poemas (Alguma poesia, Brejo das Almas, Sentimento do mundo, José, A  rosa do povo, Novos poemas, Claro enigma, Fazendeiro do ar, A vida passada a  limpo). R. de Janeiro: J. Olympio, 1959.  Lição de coisas. R. de Janeiro: J. Olympio, 1964.  Obra completa. (Estudo crítico de Emanuel de Moraes, fortuna crítica,  cronologia e bibliografia). R. de Janeiro: Aguilar, 1964 (publicada pela mesma  editora sob o título Poesia completa e prosa (1973), e sob o título de Poesia e  prosa (1979).  Versiprosa. R. de Janeiro: J. Olympio, 1967.  José &amp; Outros (José, Novos poemas, Fazendeiro do ar, A vida  passada a limpo, 4 Poemas, Viola de bolso II). R. de Janeiro: J. Olympio, 1967.  Boitempo &amp;amp; A falta que ama. Rio de Janeiro: Sabiá, 1968.  Nudez (incluído em Poemas). Recife: Escola de Artes, 1979 (50  exemplares).  Reunião (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José, A  rosa do povo, Novos poemas, Clara enigma, Fazendeiro do ar, A vida passada a  limpo, Lição de coisas, 4 Poemas). R. de Janeiro: J. Olympio, 1969.  D. Quixote (Glosas a 21 desenhos de Cândido Portinari). R. de  Janeiro: Diagraphis, 1972.  As impurezas do branco. R. de Janeiro: J. Olympio, 1973.  Menino antigo (Boitempo II). R. de Janeiro: J. Olympio, 1973.  Minas e Drummond. (ilustrações de Yara Tupinambá, Wilde Lacerda,  Haroldo Mattos, Júlio Espíndola, Jarbas Juarez, Álvaro Apocalypse e Beatriz  Coelho). Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais,1973 (500  exemplares).  Amor, amores (desenhos de Carlos Leão). Rio de Janeiro: Alumbramento,  1975 (423 exemplares).  A visita (incluído em A paixão medida) (fotos de Maureen Bisilliat).  São Paulo: edição particular, 1977 (125 exemplares).  Discurso de primavera e algumas sombras. Rio de Janeiro: J. Olympio,  1977.  O marginal Clorindo Gato (incluído em A paixão medida). R. de  Janeiro: Avenir, 1978.  Nudez (incluído em Poemas). Recife: Escola de artes, 1979 (50  exemplares).  Esquecer para lembrar (Boitempo III). R. de Janeiro: J. Olympio,  1979.  A paixão medida (desenhos de Emeria Marcier). R. de Janeiro:  Alumbramento, 1980. (643 exemplares).  Nova Reunião - 19 livros de poesias. R. de Janeiro: J. Olympio, 1983  O elefante (Ilustrações de Regina Vater). R. de Janeiro: Record.  Coleção Abre-te Sésamo, 1983.  Caso do vestido. R. de Janeiro: Rioarte, 1983 (adaptado para o teatro  por Aderbal Júnior).  Corpo (Ilustrações de Carlos Leão). R. de Janeiro: Record, 1984.  Mata Atlântica (fotos de Luiz Cláudio Marigo, texto de Alceo  Magnani). R. de Janeiro: Chase Banco Lar/AC&amp;M, 1984.  Amor, sinal estranho (litografias originais de Bianco). R. de  Janeiro: Lithos Edições de Arte, 1985 (100 exemplares).  Amar se aprende amando. R. de Janeiro: Record, 1985.  Pantanal (fotos de Luiz Cláudio Marigo, texto de Alceo Magnani). R.  de Janeiro: Chase Banco Lar/AC&amp;amp;M, 1985.  Boitempo I e II (Reunião de poemas publicados anteriormente nos  livros Boitempo, Menino antigo e Esquecer para lembrar). R. de Janeiro: Record,  1986.  O prazer das imagens (fotografias de Hugo Rodrigo Octavio - legendas  inéditas de Carlos Drummond de Andrade). São Paulo: Metal Leve/Hamburg, 1987  (500 exemplares).  Poesia Errante: derrames líricos, e outros nem tanto ou nada. R. de  Janeiro: Record, 1988.  Arte em Exposição. R. de Janeiro: Salamandra/Record, 1990.  O Amor Natural. (Ilustrações Milton Dacosta). R. de Janeiro: Record,  1992.  A Vida Passada a Limpo. R. de Janeiro: Record, 1994.  Rio de Janeiro (fotos de Michael Sonnenberg). Liechtenstein: Verlag  Kunt und Kultur, 1994.  Farewell. R. de Janeiro: Record, 1996.  A Senha do Mundo. R. de Janeiro: Record, 1996; (reeditado em 1998,  pela Record, com o título de Verso na Prosa, Prosa no Verso).  A Cor de Cada um. R. de Janeiro: Record, 1996; (reeditado em 1998,  pela Record, com o título de Verso na Prosa, Prosa no Verso).  José &amp; Outros. Rio de Janeiro: Record, 2003; (reunião dos livros  José, Novos Poemas e Fazendeiro do ar).  CRÔNICA  Fala, amendoeira. R. de Janeiro: J. Olympio, 1957.  A bolsa &amp; a vida. R. de Janeiro: Editora do Autor, 1962.  Cadeira de balanço. R. de Janeiro: J. Olympio, 1966.  Caminhos de João Brandão. R. de Janeiro: J. Olympio, 1970.  O poder ultrajovem. R. de Janeiro: J. Olympio, 1972.  De notícias &amp;amp; não notícias faz-se a crônica. R. de Janeiro: J.  Olympio, 1974.  Os dias lindos. R. de Janeiro: J. Olympio, 1977.  Crônica das favelas cariocas. R. de Janeiro: edição particular, 1981.   Boca de luar. R. de Janeiro: Record, 1984.  Crônicas de 1930/1934 (Crônicas assinadas com os pseudônimos: Antônio  Crispim e Barba Azul). Belo Horizonte: Revista do Arquivo Público Mineiro, 1984.  [Reeditado em 1987 pela Secretaria da Cultura de Minas Gerais - ilustrações de  Ana Raquel.]  Moça deitada na grama. R. de Janeiro: Record, 1987.  Auto-Retrato e Outras Crônicas. Seleção Fernando Py. R. de Janeiro:  Record, 1989.  O Sorvete e Outras Histórias. São Paulo: Ática, 1993.  Vó Caiu na Piscina. R. de Janeiro: Record, 1996.  Quando é dia de futebol. Rio de Janeiro: Record, 2002.  CONTO  O gerente (incluído em Contos de aprendiz). R. de Janeiro: Horizonte,  1945.  Contos de aprendiz. R. de Janeiro: J. Olympio, 1951.  70 historinhas. R. de Janeiro: J. Olympio, 1978. (Seleção de textos  dos livros de crônicas: Fala amendoeira, A bolsa &amp; a vida, Cadeira de  balanço, Caminhos de João Brandão, O poder ultrajovem, De notícias &amp;amp; não  notícias faz-se a crônica e Os dias lindos.)  Contos plausíveis (ilustrações de Irene Peixoto e Márcia Cabral). R.  de Janeiro: J. Olympio/Editora JB, 1981.  O pipoqueiro da esquina (Desenhos de Ziraldo). R. de Janeiro:  Codecri, 1981.  História de dois amores (Desenhos de Ziraldo). R. de Janeiro: Record,  1985.  Criança dagora é fogo. R. de Janeiro: Record, 1996.  ENSAIO  Confissões de Minas. R. de Janeiro: Americ-Edit., 1944.  Passeios na ilha. R. de Janeiro: Simões,1952.  Minas Gerais (Antologia). R. de Janeiro: Editora do Autor, 1967.  Coleção Brasil, Terra &amp; Alma.  A Lição do amigo (cartas de Mário de Andrade - introdução e notas de  CDA). R. de Janeiro: J. Olympio, 1982.  Em certa casa da rua Barão de Jaguaribe (ata comemorativa dos 20 anos  do Sabadoyle). R. de Janeiro: Biblioteca Plínio Doyle, 1984.  O observador no escritório (Memória). R. de Janeiro: Record, 1985.  Tempo, vida, poesia (entrevistas à Rádio MEC). R. de Janeiro: Record,  1986.  Saudação a Plínio Doyle. R. de Janeiro: Biblioteca Plínio Doyle,  1986.  O avesso das coisas (Aforismos - ilustrações de ]immy Scott). R. de  Janeiro: Record, 1987. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-size:85%;" &gt;FONTE:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:85%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.carlosdrummond.com.br"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 128, 0); font-family: georgia;font-size:85%;" &gt;http://www.carlosdrummond.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33609367-116017952356939253?l=jornalorebatebiografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/feeds/116017952356939253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33609367&amp;postID=116017952356939253' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/116017952356939253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/116017952356939253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/2006/10/carlos-drummond-de-andrade.html' title='Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33609367.post-115940094200910246</id><published>2006-09-27T16:48:00.000-07:00</published><updated>2006-09-27T16:49:02.030-07:00</updated><title type='text'>Cecília Meirelles</title><content type='html'>&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3924/3468/1600/cecifot1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3924/3468/200/cecifot1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Cecília Benevides de Carvalho Meireles. Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Escreveria mais tarde:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;(...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;(...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Conclui seus primeiros estudos — curso primário — em 1910, na Escola Estácio de Sá, ocasião em que recebe de Olavo Bilac, Inspetor Escolar do Rio de Janeiro, medalha de ouro por ter feito todo o curso com "distinção e louvor". Diplomando-se no Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1917, passa a exercer o magistério primário em escolas oficiais do antigo Distrito Federal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Dois anos depois, em 1919, publica seu primeiro livro de poesias, "Espectro". Seguiram-se "Nunca mais... e Poema dos Poemas", em 1923, e "Baladas para El-Rei, em 1925.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Casa-se, em 1922, com o pintor português Fernando Correia Dias, com quem tem três filhas:  Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, esta última artista teatral consagrada. Suas filhas lhe dãp cinco netos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Publica, em Lisboa - Portugal, o ensaio "O Espírito Vitorioso", uma apologia do Simbolismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Correia Dias suicida-se em 1935. Cecília casa-se, em 1940,  com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;De 1930 a 1931, mantém no Diário de Notícias uma página diária sobre problemas de educação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Em 1934, organiza a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, ao dirigir o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Profere, em Lisboa e Coimbra - Portugal, conferências sobre Literatura Brasileira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;De 1935 a 1938, leciona Literatura Luso-Brasileira e de Técnica e Crítica Literária, na Universidade do Distrito Federal (hoje UFRJ).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Publica, em Lisboa - Portugal, o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Colabora ainda ativamente, de 1936 a 1938, no jornal A Manhã e na revista Observador Econômico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;A concessão do Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras, ao seu livro Viagem, em 1939, resultou de animados debates, que tornaram manifesta a alta qualidade de sua poesia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Publica, em 1939/1940, em Lisboa - Portugal, em capítulos, "Olhinhos de Gato" na revista "Ocidente".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Em 1940, leciona Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas (USA).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Em 1942, torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro (RJ).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Aposenta-se em 1951 como diretora de escola, porém continua a trabalhar, como produtora e redatora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (RJ).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Em 1952, torna-se Oficial da Ordem de Mérito do Chile, honraria concedida pelo país vizinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Realiza numerosas viagens aos Estados Unidos, à Europa, à Ásia e à África, fazendo conferências, em diferentes países, sobre Literatura, Educação e Folclore, em cujos estudos se especializou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Torna-se sócia honorária do Instituto Vasco da Gama, em Goa, Índia, em 1953.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Em Délhi, Índia, no ano de 1953, é agraciada com  o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Délhí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Recebe o Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;No ano seguinte, ganha o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro "Poemas de Israel", concedido pela Câmara Brasileira do Livro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Seu nome é dado à Escola Municipal de Primeiro Grau, no bairro de Cangaíba, São Paulo (SP), em 1963.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Falece no Rio de Janeiro a 9 de novembro de 1964, sendo-lhe prestadas grandes homenagens públicas. Seu corpo é velado no Ministério da Educação e Cultura. Recebe, ainda em 1964, o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro "Solombra", concedido pela Câmara Brasileira do Livro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Ainda em 1964, é inaugurada a Biblioteca Cecília Meireles em Valparaiso, Chile.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Em 1965,  é agraciada com o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras. O Governo do então Estado da Guanabara denomina Sala Cecília Meireles o grande salão de concertos e conferências do Largo da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro. Em São Paulo (SP), torna-se nome de rua no Jardim Japão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Em 1974, seu nome é dado a uma Escola Municipal de Educação Infantil, no Jardim Nove de Julho, bairro de São Mateus, em São Paulo (SP).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Uma cédula de cem cruzados novos, com a efígie de Cecília Meireles, é lançada pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), em 1989.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Em 1991, o nome da escritora é dado à Biblioteca Infanto-Juvenil no bairro Alto da Lapa, em São Paulo (SP).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;O governo federal, por decreto, instituiu o ano de 2001 como "O Ano da Literatura Brasileira", em comemoração ao sesquicentenário de nascimento do escritor Silvio Romero e ao centenário de nascimento de Cecília Meireles, Murilo Mendes e José Lins do Rego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Há uma rua com o seu nome em São Domingos de Benfica, uma freguesia da cidade de Lisboa. Na cidade de Ponta Delgada, capital do arquipélago dos Açores, há uma avenida com o nome da escritora, que era neta de açoreanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Traduziu peças teatrais de Federico Garcia Lorca, Rabindranath Tagore, Rainer Rilke e Virginia Wolf.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Sua poesia, traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, húngaro, hindu e urdu, e musicada por Alceu Bocchino, Luis Cosme, Letícia Figueiredo, Ênio Freitas, Camargo Guarnieri, Francisco Mingnone, Lamartine Babo, Bacharat, Norman Frazer, Ernest Widma e Fagner, foi assim julgada pelo crítico Paulo Rónai:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;"Considero o lirismo de Cecília Meireles o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa.  Nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília, só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do nosso lirismo espontâneo...A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da literatura contemporânea.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Tendo feito aos 9 anos sua primeira poesia, estreou em 1919 com o livro de poemas Espectros, escrito aos 16 e recebido com louvor por João Ribeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Publicou a seguir:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Criança, meu amor, 1923&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Nunca mais... e Poemas dos Poemas, 1923&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Criança meu amor..., 1924&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Baladas para El-Rei, 1925&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;O Espírito Vitorioso, 1929 (ensaio - Portugal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Saudação à menina de Portugal, 1930&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Batuque, Samba e Macumba, 1935 (ensaio - Portugal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;A Festa das Letras, 1937&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Viagem, 1939&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Vaga Música, 1942&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Mar Absoluto, 1945&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Rute e Alberto, 1945&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1949 (biografia de Rui Barbosa para crianças)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Retrato Natural, 1949&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Problemas de Literatura Infantil, 1950&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Amor em Leonoreta, 1952&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Doze Noturnos de Holanda &amp; O Aeronauta, 1952&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Romanceiro da Inconfidência, 1953&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Batuque, 1953&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Panorama Folclórico de Açores, 1955&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Canções, 1956&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Giroflê, Giroflá, 1956&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Romance de Santa Cecília, 1957&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;A Rosa, 1957&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Obra Poética,1958&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Metal Rosicler, 1960&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Poemas Escritos na Índia, 1961&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Poemas de Israel, 1963&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Antologia Poética, 1963&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Solombra, 1963&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Ou Isto ou Aquilo, 1964&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Escolha o Seu Sonho, 1964&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Crônica Trovada da Cidade de Sam Sebastiam no Quarto Centenário da sua Fundação Pelo Capitam-Mor  Estácio de Saa, 1965&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;O Menino Atrasado, 1966&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Poésie (versão para o francês de Gisele Slensinger Tydel), 1967&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Antologia Poética, 1968&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Poemas italianos, 1968&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Poesias (Ou isto ou aquilo &amp; inéditos), 1969&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Flor de Poemas, 1972&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Poesias completas, 1973&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Elegias, 1974&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Flores e Canções, 1979&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Poesia Completa, 1994&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Obra em Prosa - 6 Volumes - Rio de Janeiro, 1998&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Canção da Tarde no Campo, 2001&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;OUTROS MEIOS:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;1947 - Estréia "Auto do Menino Atrasado", direção de Olga Obry e Martim Gonçalves. música de Luis Cosme; marionetes, fantoches e sombras feitos pelos aluos do curso de teatro de bonecos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;1956/1964 - Gravação de poemas por Margarida Lopes de Almeida, Jograis de São Paulo e pela autora (Rio de Janeiro - Brasil)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;1965 - Gravação de poemas pelo professor Cassiano Nunes (New York - USA).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;1972 - Lançamento do filme "Os inconfidentes", direção de Joaquim Pedro de Andrade, argumento baseado em trechos de "O Romanceiro da Inconfidência".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;*******&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;fontes:  www.releituras.com/cmeireles_bio.asp&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/ceciliameireles/index.htm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Obrigado por ter enviado esse e-mail.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Logo em seguida responderei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; OK.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Atenciosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;MILTON NUNES FILHO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=493&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33609367-115940094200910246?l=jornalorebatebiografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/feeds/115940094200910246/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33609367&amp;postID=115940094200910246' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/115940094200910246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/115940094200910246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/2006/09/ceclia-meirelles.html' title='Cecília Meirelles'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33609367.post-115825564380163971</id><published>2006-09-14T10:40:00.000-07:00</published><updated>2006-09-14T10:40:43.883-07:00</updated><title type='text'>JORGE  AMADO</title><content type='html'>&lt;p&gt;Filho de João Amado de Faria e de D. Eulália Leal, Jorge Amado de Faria  nasceu no dia 10 de agosto de 1912,&lt;br /&gt;na fazenda Auricídia, em Ferradas,  distrito de Itabuna&lt;br /&gt;Bahia e feleceu em 06 de Agosto de 2001. O casal teve  mais três filhos: Jofre (1915), Joelson (1920) e James (1922).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com apenas dez meses, vê seu pai ser ferido numa tocaia dentro de sua própria  fazenda. No ano seguinte uma epidemia de varíola obriga a família a deixar a  fazenda e se estabelecer em Ilhéus. Em 1917 a família muda-se para a Fazenda  Taranga, em Itajuípe, onde seu pai volta à lida na lavoura de cacau.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em 1918, já alfabetizado por sua mãe, Jorge retorna a Ilhéus e passa a  freqüentar a escola de D. Guilhermina, professora que não hesitava usar a  palmatória e impor outros castigos a seus alunos. No ano de 1922 cria um  jornalzinho, "A Luneta", que é distribuído para vizinhos e parentes. Nessa época  vai estudar em Salvador, em regime de internato, no Colégio Antonio Vieira, de  padres jesuítas. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;A bela redação que apresentou ao padre Luiz Gonzaga Cabral, com o título de  "O Mar", lhe rende elogios e faz com que o religioso passe a lhe emprestar  livros de autores portugueses e de outras partes do mundo. Dois anos depois, seu  pai vai levá-lo até o colégio após as férias. Despedem-se e Jorge, ao invés de  entrar nele, foge. Viaja por dois meses até chegar à casa de seu avô paterno,  José Amado, em Itaporanga, no Sergipe. A pedido de seu pai, seu tio Álvaro o  leva de volta para a fazenda em Itajuípe. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;É matriculado no Ginásio Ipiranga, novamente como interno. Conhece Adonias  Filho e dirige o jornal do grêmio da escola, "A Pátria".  Pouco tempo depois  funda "A Folha", que fazia oposição ao primeiro. No ano de 1927, passa para o  regime de externato e vai morar num casarão no Pelourinho. Emprega-se como  repórter policial no "Diário da Bahia". Pouco depois vai para o jornal "O  Imparcial". Uma poesia de sua autoria, "Poema ou prosa", é publicada na revista  "A Luva". Conhece o pai-de-santo Procópio, que o nomeará ogã (protetor), o  primeiro de seus muitos títulos no candomblé.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Reúnem-se em torno do experimentado jornalista e poeta Pinheiro da Veiga os  integrantes da Academia dos Rebeldes, grupo literário do qual, além de Jorge,  faziam parte Clóvis Amorim, Guilherme Dias Gomes, João Cordeiro, Alves Ribeiro,  Edison Carneiro, Aydano do Couto Ferraz, Emanuel Assemany, Sosígenes Costa e  Walter da Silveira. A Academia fazia oposição ao grupo Arco &amp; Flexa e  pregava, no dizer de Jorge Amado, "uma arte moderna sem ser modernista". Os  trabalhos de seus integrantes são publicados nas revistas "Meridiano" e "O  Momento", ambas fundadas por eles.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em 1929, começa a trabalhar em “O Jornal” onde publica, sob o pseudônimo de  Y. Karl, a novela "Lenita", escrita em parceria com Dias da Costa e Edison  Carneiro, que assinavam como Glauter Duval e Juan Pablo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No ano seguinte transfere-se para o Rio de Janeiro para estudar. Conhece  Vinicius de Moraes, Otávio de Faria e outros nomes importantes da literatura.  "Lenita" é editada em livro por A. Coelho Branco Filho, do Rio de Janeiro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aprovado, entre os primeiros colocados, na Faculdade de Direito da  Universidade do Rio de Janeiro, em 1931, Jorge vê publicado pela  Editora  Schmidt seu primeiro romance, "O país do carnaval", com prefácio de Augusto  Frederico Schmidt e tiragem de mil exemplares. O livro recebe elogios dos  críticos e torna-se um sucesso de público.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No ano de 1932, muda-se para um apartamento em Ipanema com o poeta Raul Bopp.  Conhece José Américo de Almeida, Amando Fontes, Rachel de Queiroz (através de  quem se aproxima dos comunistas) e Gilberto Freyre. Sai a segunda edição de "O  país do carnaval", desta vez com tiragem de dois mil exemplares. Aconselhado por  Otávio de Faria e Gastão Cruls, desiste de publicar o romance "Rui Barbosa nº.  2"; para eles, o livro não passava de uma cópia de "O país do carnaval". Viaja  para Pirangi, na Bahia; impressionado com a vida dos trabalhadores da região,  começa a escrever "Cacau".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Ariel Editora, do Rio, em 1933, publica "Cacau", com tiragem de dois mil  exemplares e capa e ilustrações de Santa Rosa. O livro esgota-se em um mês; a  segunda edição sai com três mil exemplares. Entre a primeira e a segunda edição  de Cacau, Jorge tem acesso, através de José Américo de Almeida, aos originais de  "Caetés", romance de Graciliano Ramos. Empolgado com o talento do escritor  alagoano, viaja para Maceió só para conhecê-lo, iniciando uma amizade que  duraria até a morte de Graciliano. Conhece também José Lins do Rego, Aurélio  Buarque de Holanda e Jorge de Lima. Torna-se redator­chefe da revista "Rio  Magazine". Casa-se em dezembro, em Estância, Sergipe, com Matilde Garcia Rosa.  Juntos, eles lançam, pela Schmidt, o livro infantil Descoberta do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em 1934, publica — também pela Ariel — o romance "Suor". Trabalha na Livraria  José Olympio Editora, do Rio de janeiro, primeiro escrevendo releases e depois  na parte editorial propriamente dita; tendo  influenciado na publicação de "O  conde e o passarinho", primeiro livro de Rubem Braga, e no lançamento de autores  latino-americanos como o uruguaio Enrique Amorim, o equatoriano Jorge Icaza, o  peruano Ciro Alegría e o venezuelano Rómulo Gallegos (de quem traduziu o romance  "Dona Bárbara").&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nasce sua filha Eulália Dalila Amado, em 1935. Escreve em "A Manhã", jornal  da Aliança Nacional Libertadora, pelo qual cobre a viagem do presidente Getúlio  Vargas ao Uruguai e à Argentina. "Cacau" é publicado pela Editorial Claridad, de  Buenos Aires. Neste mesmo ano "Cacau" e "Suor" seriam lançados em Moscou.  Conclui o curso de Direito. Lança "Jubiabá" pela José Olympio Editora.  &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sofre sua primeira prisão em 1936, por motivos políticos: acusado de  participar do levante ocorrido em novembro do ano anterior em Natal — chamado de  "Intentona Comunista” — é detido no Rio. Publica “Mar morto”, que recebe o  Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No ano seguinte faz papel de pescador no filme “Itapuã”, de Ruy Santos, no  qual também colabora com o argumento. Viaja pela América Latina e depois vai aos  Estados Unidos. Enquanto está fora, sai no Brasil “Capitães da areia”. Quando  chega a Belém, vindo do exterior, é avisado pelo escritor paraense Dalcídio  Jurandir do golpe de Vargas. Foge para Manaus, mas lá é preso. Seus livros,  considerados subversivos, são queimados em plena Salvador por determinação da  Sexta Região Militar. Segundo as atas militares, foram queimados 1.694  exemplares de "O país do carnaval", "Cacau", "Suor", "Jubiabá", "Mar morto" e  "Capitães da areia".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Liberto, em 1938, o escritor é mandado para o Rio. Muda-se para São Paulo,  onde reside com Rubem Braga. Depois vai para a Bahia e em seguida, Sergipe; aqui  imprime uma pequena edição do livro de poemas “A estrada do mar”, que distribui  para os amigos. Estréia em dois consagrados idiomas literários do Ocidente:  "Suor " sai em inglês pela pequena New America, de Nova York, e "Jubiabá" em  francês pela prestigiosa Gallimard.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Retorna ao Rio no ano de 1939. Exerce intensa atividade política, em  decorrência das torturas de presos e a desarticulação do Partido Comunista.  Torna-se redator-chefe das revistas Dom Casmurro e Diretrizes. Inicia  colaboração com a revista Vamos ler; que manterá até 1941. Compõe, com Dorival  Caymmi e Carlos Lacerda, a serenata "Beijos pela noite". O escritor  franco-argelino Albert Camus, futuro Nobel de Literatura (1957), escreve artigo  no jornal Alger Républicain classificando "Jubiabá" de "magnífico e  assombroso".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Diretrizes publica o primeiro capítulo de "ABC de Castro Alves", em 1940, e  edita também, em forma de folhetim, a novela "Brandão entre o mar e o amor",  iniciada por Jorge Amado e continuada por José Lins do Rego, Graciliano Ramos,  Aníbal Machado e Rachel de Queiroz. Trabalha no jornal Meio-Dia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Decide escrever, em 1941, um livro sobre Luís Carlos Prestes, pensando numa  possível campanha por sua anistia. Viaja para o Uruguai a fim de recolher  material; também faz pesquisas sobre o tema na Argentina. Lança "ABC de Castro  Alves", pela Livraria Martins Editora, de São Paulo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Publica em Buenos Aires "A vida de Luís Carlos Prestes", em 1942. Embora  editado em espanhol, o livro é vendido clandestinamente no Brasil. Volta ao  país, mas é preso ao desembarcar em Porto Alegre. De lá é enviado para o Rio.  Não permanece, porém, na então capital federal: a polícia decide despachá-lo  para Salvador, onde fica confinado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;1943 marca sua volta às páginas de O Imparcial assinando a seção "Hora da  guerra" e escrevendo pequenas histórias na coluna "José, o ingênuo", que reveza  com o jornalista e escritor baiano Wilson Lins. Sai "Terras do sem fim", seu  primeiro livro a ser vendido livremente após seis anos de censura.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em 1944, a pedido de Bibi Ferreira escreve a peça "O amor de Castro Alves",  mas a companhia teatral da atriz é desfeita antes da encenação. Lança "São Jorge  dos Ilhéus". Desquita-se de Matilde.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Participa, em janeiro de 1945, na condição de chefe da delegação baiana, do I  Congresso de Escritores, em São Paulo. O encontro termina com uma manifestação  contra o Estado Novo. Jorge é preso por um breve período juntamente com Caio  Prado Jr. O Barão de Itararé apresenta o romancista a Zélia Gattai na Boate  Bambu, durante jantar em homenagem aos participantes do Congresso de Escritores.  Passa a viver em São Paulo, onde chefia a redação do jornal Hoje, do Partido  Comunista Brasileiro. Escreve também na Folha da Manhã. Torna-se secretário do  Instituto Cultural Brasil-URSS, cujo diretor era Monteiro Lobato. Sai no Brasil  "A vida de Luís Carlos Prestes", rebatizado de "O cavaleiro da esperança". Em  julho, passa a viver com Zélia. No mesmo mês participa, ao lado do poeta chileno  Pablo Neruda (que em 1971 ganharia o Nobel de Literatura), do comício de Luís  Carlos Prestes no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Lança "Bahia de Todos os  Santos". É eleito, com 15.315 votos, deputado federal pelo PCB. Publica o conto  "História de carnaval" na revista O Cruzeiro. "Terras do sem fim" sai pela  respeitada editora A. Knopf, de Nova York.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No ano seguinte assume o mandato na Assembléia Constituinte e passa a residir  no Rio de Janeiro. Várias de suas emendas, como a da liberdade de culto  religioso e a que dispõe sobre direitos autorais, são aprovadas. Lança "Seara  vermelha", pela Martins e, pela Edições Horizonte, do Rio de Janeiro, "Homens e  coisas do Partido Comunista". Entusiasmado com a leitura de "Jubiabá", chega à  Bahia o fotógrafo e etnólogo francês Pierre Verger, que acabaria se radicando em  Salvador e se tornando um dos amigos mais íntimos de Jorge Amado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Publica, em 1947, pela Editora do Povo, do Rio de Janeiro, "O amor de Castro  Alves". É um ano de vários acontecimentos na área do cinema para o escritor: a  Atlântida compra os direitos de "Terras do sem fim"; ele escreve os diálogos do  filme "O cavalo número 13", uma produção de Fernando de Barros e ainda o  argumento de "Estrela da manhã", que seria dirigido por Mário Peixoto,  encarregado também do roteiro (o filme acabou sendo feito, mas não por Peixoto).  Nasce, no Rio de Janeiro, o filho João Jorge.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com o cancelamento, em janeiro de 1948, do registro do Partido Comunista, o  mandato de Jorge Amado é cassado. Sem assento na Câmara Federal e tendo seus  livros considerados como "material subversivo", o escritor, ainda no mês de  janeiro, parte sozinho em exílio voluntário para Paris. Em fevereiro, sua casa  no Rio é invadida por agentes federais, que apreendem livros, fotos e  documentos. Logo após o episódio, Zélia e o filho partem para Gênova, Itália,  onde Jorge os apanha, levando-os a residir com ele em Paris. É nesta ocasião que  o escritor trava amizade com Jean-Paul Sartre, Picasso e outros expoentes da  literatura e da arte mundial. Na Polônia, participa do Congresso Mundial de  Escritores e Artistas pela Paz. Com o título de "Terras violentas", estréia no  Rio a adaptação da Atlântida do romance "Terras do sem fim". Para comemorar o  primeiro aniversário do filho, escreve a história "O gato Malhado e a andorinha  Sinhá". Viaja pela Europa e União Soviética.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em 1949, dirigindo-se para a Tchecoslováquia, onde participaria de um  congresso de escritores, sofre um acidente de avião na cidade de Frankfurt,  Alemanha; escapa ileso. Morre no Rio, "de repente", conforme conta o escritor,  sua filha Eulália.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por motivos políticos, em 1950, o governo francês expulsa Jorge Amado e sua  família do país. O escritor, Zélia e João Jorge passam a residir em Dobris,  Tchecoslováquia, no castelo da União dos Escritores. Realiza viagens políticas  pela Europa Central e União Soviética. Escreve "O mundo da paz", livro sobre os  países socialistas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No ano seguinte escreve o romance tripartido "Os subterrâneos da liberdade"  (Os ásperos tempos, Agonia da noite e A luz no túnel). Sai no Brasil, pela  Editorial Vitória, do Rio, o livro "O mundo da paz" pelo qual Jorge Amado seria  processado e enquadrado na lei de segurança. Nasce em Praga sua filha Paloma.  Recebe, em Moscou, o Prêmio Internacional Stalin.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vai à China e à Mongólia, em 1952. Volta ao Brasil com a família fixando  residência no apartamento de seu pai, no Rio de Janeiro. Responde ao processo  por "O mundo da paz". O juiz responsável pelo caso arquiva o processo, dizendo  que o livro "é sectário e não subversivo". Com a aprovação, nos Estados Unidos,  da lei anticomunista, o escritor é proibido de entrar naquele país; seus livros  também são vetados por lá.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Viaja à Europa, Argentina e Chile, em 1953. Na última etapa do giro, é  informado sobre a doença de Graciliano Ramos. Volta ao Brasil para rever o  amigo, que acabaria morrendo em seguida. Jorge Amado faz então o discurso de  despedida à beira do túmulo de Graciliano, a quem substitui na presidência da  Associação Brasileira de Escritores. Dirige a coleção "Romances do povo", da  Editorial Vitória; acabará fazendo este trabalho até 1956. Sai a quinta edição  de "O mundo da paz"; o escritor proíbe reedições da obra, por acreditar que o  livro "trazia uma visão desatualizada da realidade dos países socialistas".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O romance "Os subterrâneos da liberdade" é lançado em três volumes, em 1954.  A trilogia provoca uma dura reação dos trotskistas brasileiros, gerando polêmica  com o jornalista Hermínio Sacchetta (o "Abelardo Saquilá" do romance). Sai em  Portugal, pela Editorial Avante, um folheto de seis páginas assinado por Jorge  Amado e Pablo Neruda, cujo objetivo era contribuir para a libertação do líder  comunista Álvaro Cunhal e marcar posição contra o salazarismo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De janeiro a março de 1955, permanece em Viena. Em dezembro faz rápida viagem  à Bahia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É lançada, pela Ricordi brasileira, em 1956, a partitura de "Não te digo  adeus", com letra de Jorge Amado e música do músico e maestro amazonense Cláudio  Santoro. Assume no Rio a chefia de redação do quinzenário Para-todos, ao lado do  irmão James, de Oscar Niemeyer e Moacir Werneck de Castro, dentre outros. Sai do  Partido Comunista, segundo explica, "porque queria voltar a escrever". Jorge  Amado diz que sabia desde 1954 das atrocidades de Stalin, denunciadas  publicamente neste ano no XX Congresso do PCUS. "Mas na realidade deixei de  militar politicamente porque esse engajamento estava me impedindo de ser  escritor", afirma.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Viaja ao Oriente ao lado de Zélia, Pablo e Matilde Neruda, em 1957. "Terras  do sem fim" é lançado em quadrinhos. Carlo Ponti, cineasta italiano, compra os  direitos de "Mar morto"; mas o filme não chega a ser realizado. Conhece a  mãe-de-santo Menininha do Gantois, a quem ficaria ligado até a morte dela,  ocorrida em agosto de 1986.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na tranqüilidade de Petrópolis, em 1958, escreve "Gabriela, cravo e canela".  O livro, publicado em agosto, esgota 20 mil exemplares em apenas duas semanas;  até dezembro venderia mais de 50 mil exemplares. Sai o disco "Canto de amor à  Bahia e quatro acalantos de Gabriela, cravo e canela", trazendo leituras de  Jorge Amado e música de Dorival Caymmi.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No ano seguinte, "Gabriela" coleciona prêmios: Machado de Assis, do Instituto  Nacional do Livro; Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro e Luiza Cláudio de  Souza, do Pen Club, são alguns deles. O romance ultrapassa a casa dos 100 mil  exemplares vendidos. Recebe em Salvador, do Axé Opô Afonjá, um dos mais altos  títulos do candomblé, o de obá orolu (também receberam tal distinção o  compositor Dorival Caymmi e o artista plástico Carybé). "Obá, no sentido  primitivo, é um dos doze ministros de Xangô", explica Jorge Amado. Funda a  Academia de Letras de Ilhéus. Lança na revista Senhor, do Rio de Janeiro, a  novela "A morte e a morte de Quincas Berro Dágua"; a idéia inicial era que este  texto, de 98 páginas datilografadas e escrito em dois dias, integrasse o romance  "Os pastores da noite". Naquela mesma publicação sairia o conto "De como o  mulato Porciúncula descarregou o seu defunto".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na condição de vice-presidente da União Brasileira  de Escritores, Jorge  Amado promove, com o então presidente Peregrino Jr., o Festival do Escritor  Brasileiro num shopping center de Copacabana, em 1960. A data do evento, 25 de  julho; acabaria sendo consagrada, por decreto governamental, como "Dia do  Escritor". Ciceroneia o casal Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir em sua  estada no Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por unanimidade, é eleito, no dia 6 de abril de 1961, em primeiro escrutínio,  para a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, que pertencia a Otávio  Mangabeira. No mesmo mês estréia na Tv Tupi do Rio de Janeiro a adaptação de  "Gabriela" feita por Antônio Bulhões de Carvalho e com direção de Maurício  Sherman; no papel­título da novela está Janete Vollu de Carvalho e no de Nacib,  Renato Consorte. A Metro Goldwin Mayer compra os direitos de adaptação para o  cinema de "Gabriela". Com o dinheiro, Jorge  adquire um terreno em Rio Vermelho,  então na periferia de Salvador, e começa a construir lá uma casa. Anos depois, o  escritor recompraria do estúdio americano os direitos do romance. Ele assegura  que não se lembra mais de nenhum dos valores negociados com a Metro. A posse na  ABL acontece no dia 17 de julho; lá Jorge Amado é recepcionado por   Raimundo  Magalhães Jr. Saí "Os velhos marinheiros", livro que comporta as novelas "A  morte e a morte de Quincas Berro Dáguá" e "A completa verdade sobre as  discutidas aventuras do comandante Vasco Moscoso de Aragão, capitão de longo  curso". É eleito membro do Conselho da Presidência do Pen Club do Brasil. O  presidente Juscelino Kubitschek convida-o para ser embaixador do Brasil na  República Árabe Unida; o escritor recusa o convite. Homenagens no Rio, na Bahia  e em outros estados por seus 30 anos de atividade literária; sua editora, a  Martins, lança um livro alusivo à data. A revista francesa Les Temps Modernes  publica a tradução de "A morte e a morte de Quincas Berro Dágua".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Seu pai morre no Rio de Janeiro, aos 81 anos de idade, em 1962. Cria a Proa  Filmes, companhia de cinema cujo primeiro e único trabalho é a adaptação de  "Seara vermelha", com direção de Alberto D'Avessa e estrelada por Marilda Alves;  o filme estrearia no ano seguinte. Saí, pela gráfica O Cruzeiro, o romance  policial "O Mistério dos MMM", escrito por Jorge Amado, Viriato Corrêa, Dinah  Silveira de Queiroz, Lúcio Cardoso, Herberto Sales, José Condé, Guimarães Rosa,  Antonio Callado, Orígenes Lessa e Rachel de Queiroz. Viagem a Havana, a convite  da União dos Escritores Cubanos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"O cavaleiro da esperança" é apreendido pela polícia, em 1963. Instala­se na  casa do bairro de Rio Vermelho (à Rua Alagoinhas, 33), onde reside até  falecer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Lança "Os pastores da noite", em 1964.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No ano seguinte publica o conto "As mortes e o triunfo de Rosalinda" na  antologia "Os dez mandamentos", da editora Civilização Brasileira, do Rio de  Janeiro. Graças à intervenção de Guilherme Figueiredo, então adido cultural do  Brasil na França, Jorge Amado e sua família recebem autorização para poder  entrar de novo naquele país. A Warner Brothers adquire os direitos de filmagem  de "A completa verdade sobre as discutidas aventuras do comandante Vasco Moscoso  de Aragão, capitão de longo curso".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mais de mil pessoas comparecem à primeira sessão de autógrafos de Jorge Amado  em Portugal, em 1966, na Sociedade Nacional de Belas Artes. O escritor chega aos  mil autógrafos no lançamento de "Dona Flor e seus dois maridos" na livraria  Civilização Brasileira, em Salvador. O romance sai com tiragem de 75 mil  exemplares. Uma segunda sessão de autógrafos é marcada na capital baiana para  atender aos leitores que ficaram de fora da primeira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A União Brasileira de Escritores, presidida por Peregrino Jr., apresenta em  Estocolmo a candidatura formal de Jorge Amado ao Prêmio Nobel de Literatura, em  1967, embora o escritor a recuse. Durante duas horas e meia, Jorge depõe para o  arquivo do Museu da Imagem e do Som, na presença de James Amado, do crítico  Eduardo Portella e do romancista Antonio Olinto, dentre outros.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A UBE insiste em apresentar novamente a candidatura de Jorge Amado ao Nobel,  em 1968. O escritor concorda, mas exige que ela seja feita junto com a do  romancista português Ferreira de Castro, seu amigo. O cineasta polonês Roman  Polanski visita o escritor na Bahia para "agradecer a alegria que seus livros me  proporcionaram na juventude".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No ano seguinte lança "Tenda dos milagres" (tiragem de 75 mil exemplares),  livro que começou a escrever na casa de campo do pintor baiano Genaro de  Carvalho. Jorge dizia ter sido este seu melhor romance.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Recebe em São Paulo o Prêmio Juca Pato - 1970, da União Brasileira de  Escritores, como "Intelectual do Ano". Lidera, ao lado do escritor gaúcho Érico  Veríssimo, um movimento contra a censura prévia aos livros. Estréia o filme  "Capitães da areia", produção americana dirigida por Hall Bartlett.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Seu primeiro neto, Bruno, filho de João Jorge e Maria da Luz Celestino nasce  em Salvador, em 1971. Divide com Ferreira de Castro o Prêmio Gulbenkian de  Ficção, entregue na Academia do Mundo Latino, em Paris. Faz conferência no  Instituto de Letras da Universidade da Pensilvânia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sua mãe morre em Salvador, aos 88 anos de idade, em 1972. Nasce Mariana, a  primeira neta, filha de Paloma e Pedro Costa. Sai "Tereza Batista cansada de  guerra". A escola de samba Lins Imperial, de São Paulo, apresenta o enredo  "Bahia de Jorge Amado". Numa viagem à Europa encontra, em Barcelona, o escritor  colombiano Gabriel García Márquez, futuro Nobel de Literatura (1982).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nasce Maria João, filha de João Jorge e Maria da Luz, em 1973. Fernando  Sabino dirige um documentário sobre Jorge Amado, "Na casa do Rio Vermelho".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Inaugurado em Salvador o Hotel Pelourinho, com registro em placa da época em  que o escritor morou naquele local, em 1974.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Martins, que havia pedido concordata no ano anterior, começa a lançar  livros de Jorge Amado em co-edição com a Record, do Rio de Janeiro, em 1975.  Marcel Camus leva para o cinema o romance "Os pastores da noite", que é exibido  na França com o título de "Otalia da Bahia". Este é o ano também da estréia do  maior sucesso do escritor na TV: a adaptação de Walter George Durst do romance  "Gabriela, cravo e canela", levada ao ar pela Rede Globo, com direção de Walter  Avancini, Sônia Braga no papel-título e Armando Bogus interpretando Nacib.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com o fechamento da Livraria Martins Editora, em 1976, Jorge passa a ser  autor exclusivo da Record. Nasce a neta Cecília, filha de Paloma e Pedro Costa.  Estréia no cinema "Dona Flor e seus dois maridos", de Bruno Barreto, com Sônia  Braga, José Wilker e Mauro Mendonça. Após três meses de exibição o filme bate  recorde de bilheteria — dez milhões de espectadores. Na Bahia, começa a escrever  "Tieta do Agreste". Participa da Feira Internacional do Livro de Frankfurt; que  neste ano é dedicada à literatura latino-americana. A pedido do filho João Jorge  e do amigo Carybé, que faz as ilustrações, publica "O gato Malhado e a andorinha  Sinhá".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No ano seguinte, cercado de intensa campanha publicitária, é lançado no Rio o  romance "Tieta do Agreste", que Jorge Amado concluíra em Londres. Também no Rio  o autor, participa do ato de inauguração da rua Tieta do Agreste, localizada no  Recreio dos Bandeirantes, zona sul da cidade. Recebe o título de sócio  benemérito do afoxé Filhos de Gandhi. Estréia "Tenda dos milagres", filme de  Nelson Pereira dos Santos. Interpreta um dos apóstolos de Cristo na cena da  "Última Ceia" do filme A Idade da Terra, de Glauber Rocha. A casa onde o  escritor viveu em Ferradas é tombada pela Prefeitura de Itabuna. Grava no Rio,  para a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, trechos de seus romances "Os  pastores da noite" e "Tereza Batista cansada de guerra".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em 1978, Glauber Rocha realiza documentário abordando a obra de Jorge Amado.  O escritor oficializa, no dia 13 de maio, sua união com Zélia Gattai; a  cerimônia acontece na casa do pintor Calasans Neto, em Itapuã.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sai "Farda fardão camisola de dormir", em 1979. Estréia na Broadway o musical  Saravá, de Richard Nash e Mitch Leigh, baseado em "Dona Flor e seus dois  maridos". Escreve, sob encomenda de um banco, para uma edição especial de fim de  ano, o conto "Do recente milagre dos pássaros acontecido em terras de Alagoas,  nas ribanceiras do rio São Francisco". Lança em disco, pela Som Livre, uma  versão do livro "Bahia de Todos os Santos".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nasce João Jorge Filho, em 1980, outro neto que lhe é dado por João Jorge e  Maria da Luz. A revista Vogue Brasil dedica um número a Jorge Amado, que escreve  o texto "O menino grapiúna", onde conta reminiscências da época em que viveu na  região cacaueira. Daí surgiu a idéia de "Tocaia Grande", que falaria do  nascimento e desenvolvimento de uma cidade naquela área. Recebe o título de  Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia. É condecorado como Grande  Oficial da Ordem de Santiago da Espada pelo presidente português Ramalho Eanes.  Participa, na condição de convidado especial, do programa L'apostrophe, da  televisão francesa, comandado por Bernard Pivot.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"O menino grapiúna" é lançado numa edição não-comercial, em 1981. O jornal  francês Le Matin publica o conto "Do recente milagre dos pássaros acontecido em  terras de Alagoas, nas ribanceiras do rio São Francisco". "Terras do sem fim"  estréia na Tv Globo (adaptação de Walter George Durst e direção de Herval  Rossano); na trilha sonora, Jorge Amado assina, com Dorival Caymmi, a música  Cantiga de cego. No centenário de Ilhéus, o escritor é homenageado com uma placa  e uma escultura de bronze numa rua que leva seu nome; uma outra rua ganha o nome  de seu pai. É entrevistado em Salvador pelo escritor peruano Mario Vargas Llosa,  que à época apresentava, nas noites de domingo, um programa na TV de seu  país.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O autor passa a ser nome de rua em Itapuã, em 1982. É homenageado no carnaval  de Salvador pelo bloco Dengo da Bahia, que apresenta o enredo Bahia de Jorge  Amado. Começa a escrever "Bóris, o vermelho", que, por diferentes motivos, seria  seguidamente interrompido e acabou não sendo  concluído. Na primeira vez que  adiou a redação de "Bóris", disse que foi "porque a idéia não estava bem  amadurecida". Jorge Amado inicia "Tocaia Grande". A Caixa Econômica Federal  lança seis milhões de bilhetes de loteria com a efígie do escritor. Zélia Gattai  publica Um chapéu para viagem, onde conta como conheceu Jorge. Sai a edição  comercial de "O menino grapiúna".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nasce Jorge Amado Neto, filho de João Jorge com sua segunda mulher, Rízia Vaz  Coutrim, em 1983. Inaugurado em Ferradas um busto do escritor. Estréia o filme  "Gabriela", co-produção Brasil­Itália dirigida por Bruno Barreto com Sônia Braga  no papel-título e o ator italiano Marcello Mastroianni interpretando Nacib.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em 1984, publica "Tocaia Grande" (com uma anunciada tiragem inicial de 150  mil exemplares). Tenta retomar "Bóris, o vermelho", mas o deixa de lado para  escrever "A guerra dos santos", título original do romance que se chamaria "O  sumiço da santa". O presidente francês, François Mitterrand, outorga-lhe a  comenda da Legião da Honra. Lança "A bola e o goleiro", uma história infantil.  Começa a articular a criação da Fundação Casa de Jorge Amado. Zélia publica  Senhora dona do baile, onde fala do primeiro exílio do escritor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Toma posse na Academia de Letras da Bahia (cadeira 21), em 1985. Recebe o  título de Grão-Mestre da Ordem do Rio Branco, no grau de Grande Oficial,  oferecido pelo governo brasileiro. Participa do Festival de Cinema de Cannes. É  homenageado pelo Centro Georges Pompidou, de Paris, onde se realiza um debate  sobre sua obra. Estréia na Rede Globo a minissérie "Tenda dos milagres"  (adaptação de Aguinaldo Silva e Regina Braga e direção de Paulo Afonso Grisolli,  Maurício Farias e Ignácio Coqueiro; no papel de Pedro Archanjo, Nelson  Xavier).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Morre, em 1986, aos 73 anos de idade, sua ex-esposa Matilde Mendonça Garcia  Rosa. Participa, como presidente do júri, do VIII Festival Internacional do Novo  Cinema Latino-Americano, em Cuba; na ocasião, é homenageado por Fidel Castro.  Decreto assinado pelo presidente José Sarney no dia 2 de julho, data de  aniversário de Zélia Gattai, cria a Fundação Casa de Jorge Amado. Lança, pela  Berlendis &amp; Vertecchia, de São Paulo, "O capeta Carybé", sobre o artista  plástico argentino, nascido Hector Julio Páride Bernabó, seu amigo desde os anos  50, quando se instalou na Bahia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Inaugurada, no dia 7 de março de 1987, a Fundação Casa de Jorge Amado, que  passa a desenvolver intenso trabalho de preservação e divulgação da obra do  escritor. Na presidência da entidade está Germano Tabacof e na diretoria  executiva, Myriam Fraga. O símbolo da Casa é um exu desenhado por Carybé, que já  vinha aparecendo nas edições dos livros de Jorge Amado. Segundo o escritor, exu  é um deus dos mais importantes nas religiões fetichistas; se elas admitissem a  existência do diabo, ele seria o diabo. Segundo as mães-de-santo, "exu é uma  divindade travessa, uma criança, que adora pregar peças e, principalmente, não  admite censura". Recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade  Lumière, da cidade francesa de Lyon. Lançamento da revista Exu, da Fundação Casa  de Jorge Amado; o número de estréia traz uma bibliografia do escritor e um texto  dele intitulado "O enterro do Yalorixá". Zélia lança o livro Reportagem  incompleta, que reúne fotos que ela fez de Jorge Amado. O escritor recebe o  título de sócio honorário do Pen Club do Brasil. Lançado 0 filme "Jubiabá",  dirigido por Nelson Pereira dos Santos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Zélia Gattai publica, em 1988, Jardim de inverno, onde fala do exílio na  Tchecoslováquia em companhia de Jorge Amado. A Orquestra Sinfônica da Bahia, sob  regência do maestro Carlos Veiga, apresenta uma peça do compositor paulista  Francisco Mignone inspirada em "A morte e a morte de Quincas Berro Dágua".  Publica "O sumiço da santa". Recebe em Brasília o Prêmio Pablo Picasso, da  Unesco, durante o Simpósio Internacional de Escritores da América Latina e do  Caribe. Inauguração, em Ilhéus, da Casa de Cultura Jorge Amado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A escola de samba Império Serrano, do Rio de Janeiro, apresenta o enredo  "Jorge Amado - Axé, Brasil", em 1989. Recebe o Prêmio Pablo Neruda, da  Associação dos Escritores Soviéticos. Estréia na Rede Globo a novela "Tieta",  com adaptação de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares e  direção de Paulo Ubiratan, Reynaldo Boury e Luiz Fernando Carvalho; no  papel-título, Bety Faria. Jorge Amado é entrevistado no programa do escritor  Georges Simenon na TF1 (França). Escreve texto em favor da candidatura à  Presidência da República, pelo Partido Comunista Brasileiro, do deputado federal  Roberto Freire (PE). Estréia na Tv Bandeirantes a minissérie "Capitães da  areia", com adaptação de José Louzeiro e Antonio Carlos Fontoura e direção de  Walter Lima Jr.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em 1990, participa, como representante do Brasil, da comissão internacional  que dará assessoria ao projeto de reconstrução da antiga biblioteca de  Alexandria, no Egito. Aberto em Recife o arquivo do DOPS (Departamento de Ordem  Política e Social) pernambucano, no qual o prontuário de número 6.172 trata das  atividades políticas de Jorge Amado. Recebe o título de Doutor Honoris Causa da  Universidade de Israel e da Universidade Dagli Studi de Bari, Itália. Na Itália  recebe os prêmios Cino del Duca, concedido por um júri presidido pelo escritor  Maurice Druon, secretário-geral da Academia Francesa. A Universidade Livre de  Berlim realiza o seminário "Cultura popular na obra de Jorge Amado".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Paralelamente a "Bóris, o vermelho", escreve "Navegação de cabotagem", relato  memorialístico, em 1991. Recebe o teatrólogo e novelista Dias Gomes na Academia  Brasileira de Letras. Escreve, sob encomenda, para uma empresa italiana, a  história "A descoberta da América pelos turcos", que deveria ser incluída num  livro ao lado de textos do americano Norman Mailer e do mexicano Carlos Fuentes.  Preside o 14° Festival Cultural de Asylah, Marrocos, cujo tema é "Mestiçagem, o  exemplo do Brasil". Participa do Fórum Mundial das Artes em Veneza, Itália.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estréia na Rede Globo, em 1992, a minissérie "Tereza Batista" (com adaptação  de Vicente Sesso, direção de Paulo Afonso Grisolli e Patrícia França no  papel-título). Publica "Navegação de cabotagem". Uma série de eventos comemora  os 80 anos do escritor. As principais homenagens, naturalmente, se concentram em  Salvador: shows no Pelourinho, debates, exposições. Para festejar a data, a  Fundação Casa de Jorge Amado publica o livro "Jorge Amado: 80 anos de vida e  obra", organizado por Maried Carneiro e Rosane Canelas Rubim. Paloma Amado e  Pedro Costa iniciam a revisão completa da obra do escritor, a fim de eliminar  erros acumulados ao longo das sucessivas reedições de seus livros. É homenageado  no Centro Georges Pompidou com a exposição Jorge Amado, écrivain de Bahia; no  mesmo local participa do seminário "Reencontro de dois mundos", realizado para  comemorar o quarto centenário do descobrimento da América.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Publica, em 1994, no Brasil, "A descoberta da América pelos turcos" (o  projeto do livro com Mailer e Fuentes não vingara, mas o texto de Jorge Amado já  tinha saído em 1992 na França). "Gabriela, cravo e canela" inaugura a série de  relançamentos revisados da obra do escritor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Recebe, dos governos brasileiro e português, o Prêmio Camões, em 1995. Começa  a escrever um romance provisoriamente intitulado "A apostasia universal de Água  Brusca", que focaliza a luta pelo poder entre a igreja e os coronéis do sertão  baiano. Recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Pádua,  Itália; também na Itália é contemplado com o Prêmio Vitaliano Brancatti. João  Moreira Salles realiza o documentário "Jorge Amado".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em maio de 1996, o escritor sofre em Paris um edema pulmonar. Depois de dez  dias de internação, recebe alta e viaja para Salvador, onde em julho comemora  com os amigos os 80 anos de Zélia. Estréia "Tieta do Agreste", filme de Cacá  Diegues, que também assina o roteiro, ao lado de João Ubaldo Ribeiro e Antonio  Calmon. No papel­título, Sônia Braga. Em outubro, é submetido a uma  angioplastia. A operação mobiliza atenções do país inteiro e é coroada de pleno  êxito. Na saída do hospital o escritor anuncia que retomará "brevemente" seus  projetos literários.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O romance "Tieta do Agreste" é escolhido como tema do carnaval de Salvador,  em 1997. No domingo de folia, o bloco "Amigos do Amado Jorge", liderado pelo  cantor e compositor Caetano Veloso, desfila em homenagem ao romancista, que  assiste à festa ao lado de Zélia Gattai no camarote da passarela da Praça do  Campo Grande. A editora Record lança "Milagre dos Pássaros", livro com conto  ainda inédito no Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No Salão do Livro de Paris, em 1998, é uma das principais atrações e recebe o  título de Doutor Honoris Causa na Sorbonne.  Estréia na Rede Globo a mini-série  "Dona Flor e seus dois maridos", adaptação de Dias Gomes para o romance de mesmo  nome.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em maio de 1999, é hospitalizado para fazer exames de rotina e tratar de um  mal-estar digestivo.  Em junho, a Fundação Casa de Jorge Amado lança o livro  "Rua Alagoinhas 33, Rio Vermelho", sobre a casa em que o autor vivia e sobre seu  cotidiano.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Cada vez mais recluso, face a seus problemas de saúde, comemora em agosto de  2000, com poucos amigos e a família, seus 88 anos. Vivia deprimido por se  encontrar quase sem enxergar, sob dieta rigorosa, privando-se do que muito  gostava: de escrever, de ler um bom livro e de um bom prato.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No dia 21 de junho de 2001, Jorge Amado é internado com uma crise de  hiperglicemia e tem uma fibrilação cardíaca. Após alguns dias, retorna à sua  casa, porém, em 06 de agosto volta a se sentir mal e falece na cidade de  Salvador às 19,30 horas. A seu pedido, seu corpo foi cremado e suas cinzas foram  espalhadas em torno de uma mangueira em sua residência no Rio Vermelho.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Leia a linda crônica escrita por João Ubaldo Ribeiro, "Jorge Amado e eu",  onde nos fala da dor pela perda de seu grande amigo e incentivador.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Romances:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O País do Carnaval, 1931&lt;br /&gt;- Cacau, 1933&lt;br /&gt;- Suor, 1934&lt;br /&gt;- Jubiabá,  1935&lt;br /&gt;- Mar Morto, 1936&lt;br /&gt;- Capitães da Areia, 1936&lt;br /&gt;- Terras do Sem Fim,  1943&lt;br /&gt;- São Jorge dos Ilhéus, 1944&lt;br /&gt;- Seara Vermelha, 1946&lt;br /&gt;- Os  Subterrâneos da Liberdade (3v), 1954 (v. 1:Os Ásperos Tempos; v. 2: Agonia da  Noite; v. 3: A Luz no Túnel)&lt;br /&gt;- Gabriela, Cravo e Canela: crônica de uma  cidade do interior, 1958&lt;br /&gt;- Os Pastores da Noite, 1964&lt;br /&gt;- Dona Flor e Seus  Dois Maridos: esotérica e comovente história vivida por Dona Flor, emérita  professora de Arte Culinária, e seus dois maridos — o primeiro, Vadinho de  apelido; de nome Teodoro Madureira e farmacêutico o segundo ou A espantosa  batalha entre o espírito e a matéria, 1966&lt;br /&gt;- Tenda dos Milagres, 1969&lt;br /&gt;-  Teresa Batista Cansada da Guerra, 1972&lt;br /&gt;- Tieta do Agreste: pastora de cabras  ou A volta da filha pródiga, melodramático folhetim em cinco sensacionais  episódios e comovente epílogo: emoção e suspense!, 1977&lt;br /&gt;- Farda Fardão  Camisola de Dormir:fábula para acender uma esperança, 1979&lt;br /&gt;- Tocaia Grande: a  face obscura, 1984&lt;br /&gt;- O Sumiço da Santa: uma história de feitiçaria, 1988&lt;br /&gt;-  A Descoberta da América pelos Turcos ou De como o árabe Jamil Bichara,  desbravador de florestas, de visita à cidade de Itabuna, para dar abasto ao  corpo, ali lhe ofereceram fortuna e casamento ou ainda Os esponsais de Adma,  1994&lt;br /&gt;- O Compadre de Ogum, 1995&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Novelas&lt;br /&gt;- A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua, 1959&lt;br /&gt;- A Morte e a  Morte de Quincas Berro Dágua (publicada juntamente com Os Velhos Marinheiros ou  A completa verdade sobre as discutidas aventuras do Comandante Vasco Moscoso de  Aragão, capitão de longo curso, in Os velhos marinheiros, 1961&lt;br /&gt;- Os Velhos  Marinheiros ou A completa verdade sobre as discutidas aventuras do comandante  Vasco Moscoso de Aragão, capitão de longo curso, 1976&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Literatura Infanto-Juvenil:&lt;br /&gt;- O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: uma  história de amor, 1976&lt;br /&gt;- A Bola e o Goleiro, 1984&lt;br /&gt;- O Capeta Carybé,  1986&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Poesia:&lt;br /&gt;- A Estrada do Mar, 1938&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Teatro:&lt;br /&gt;- O Amor do Soldado, 1947 (ainda com o título O Amor de Castro  Alves), 1958&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Contos:&lt;br /&gt;- Sentimentalismo, 1931&lt;br /&gt;- O homem da mulher e a mulher do  homem, 1931&lt;br /&gt;- História do carnaval, 1945&lt;br /&gt;- As mortes e o triunfo de  Rosalinda, 1965&lt;br /&gt;- Do recente milagre dos pássaros acontecido em terras de  Alagoas, nas ribanceiras do rio São Francisco, 1979&lt;br /&gt;- O episódio de Siroca,  1982&lt;br /&gt;- De como o mulato Porciúncula descarregou o seu defunto, 1989&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Relatos autobiográficos:&lt;br /&gt;- O menino grapiúna, 1981&lt;br /&gt;- Navegação de  cabotagem: apontamentos para um livro de memórias que jamais escreverei,  1992&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Textos autobiográficos:&lt;br /&gt;- ABC de Castro Alves, 1941&lt;br /&gt;- O cavaleiro da  esperança, 1945&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Guia/Viagens:&lt;br /&gt;- Bahia de Todos os Santos: guia de ruas e de mistérios,  1945&lt;br /&gt;- O mundo da paz (viagens), 1951&lt;br /&gt;- Bahia Boa Terra Bahia, 1967&lt;br /&gt;-  Bahia, 1970&lt;br /&gt;- Terra Mágica da Bahia, 1984.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Documento político/Oratória:&lt;br /&gt;- Homens e coisas do Partido Comunista,  1946&lt;br /&gt;- Discursos, 1993&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Livro traduzido:&lt;br /&gt;- Dona Bárbara (Doña Barbara), romance do venezuelano  Rómulo Gallegos, 1934&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em parceria:&lt;br /&gt;- Lenita (novela), com Edison Carneiro e Dias da Costa,  1929&lt;br /&gt;- Descoberta do mundo (literatura infantil), com Matilde Garcia Rosa,  1933&lt;br /&gt;- Brandão entre o mar e o amor, com José Lins do Rego, Graciliano Ramos,  Aníbal Machado e Rachel de Queiroz, 1942&lt;br /&gt;- O mistério de MMM, com Viriato  Corrêa, Dinah Silveira de Queiroz, Lúcio Cardoso, Herberto Sales, Rachel de  Queiroz, José Condé, Guimarães Rosa,  Antônio Callado e Orígines Lessa, 1962&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Publicações no exterior:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo a Fundação Casa de Jorge Amado, existem registros oficiais de  traduções de obras do escritor para os seguintes idiomas: azerbaidjano, albanês,  alemão, árabe, armênio, búlgaro, catalão, chinês, coreano, croata, dinamarquês,  eslovaco, esloveno, espanhol, esperanto, estoniano, finlandês, francês, galego,  georgiano, grego, guarani, hebraico, holandês, húngaro, iídiche, inglês,  islandês, italiano, japonês, letão, lituano, macedônio, moldávio, mongol,  norueguês, persa, polonês, romeno, russo, sérvio, sueco, tailandês, tcheco,  turco, turcumênio, ucraniano e vietnamita (48 no total). Essas traduções foram  publicadas no mínimo nos seguintes países: Albânia, Alemanha, Arábia Saudita,  Argentina, Armênia, Áustria, Azerbaidjão, Bulgária, Canadá, Chile, China,  Colômbia, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados  Unidos, Eslováquia, Estônia, Finlândia, França, Geórgia, Grécia, Holanda,  Hungria, Inglaterra, Irã, Islândia, Israel, Itália, Iugoslávia, Japão, Letônia,  Lituânia, México, Mongólia, Noruega, Paraguai, Polônia, Portugal, República  Tcheca, Romênia, Rússia, Suécia, Tailândia, Turquia, Ucrânia, Uruguai, Venezuela  e Vietnã; o Brasil também deve ser computado em função da edição nacional em  esperanto, totalizando 52 nações.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;Os Subterrâneos da Liberdade - Agonia da Noite&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Avô, mesmo que a gente morra, é melhor morrer de repetição na  mão, brigando  com o coronel, que morrer em cima da terra, debaixo de relho, sem reagir. Mesmo  que seja pra morrer nós deve dividir essas terras, tomar elas para gente. Mesmo  que seja um dia só que a gente tenha elas, paga a pena de morrer".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;******&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Fonte:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fundacaojorgeamado.com.br/"&gt;http://www.fundacaojorgeamado.com.br/&lt;/a&gt;  ; &lt;a href="http://www.ims.com.br/ims/"&gt;http://www.ims.com.br/ims/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33609367-115825564380163971?l=jornalorebatebiografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/feeds/115825564380163971/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33609367&amp;postID=115825564380163971' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/115825564380163971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/115825564380163971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/2006/09/jorge-amado.html' title='JORGE  AMADO'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33609367.post-115734634878568297</id><published>2006-09-03T22:04:00.000-07:00</published><updated>2006-09-04T18:11:33.260-07:00</updated><title type='text'>Biografia de Castro Alves</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5767/3575/1600/ch056d.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 234px; height: 223px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5767/3575/320/ch056d.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Antônio Frederico de Castro Alves. Nasceu em Muritiba, 14 de  março de 1847 e faleceu em Salvador, 6 de julho de 1871. Foi um poeta  brasileiro, nasceu numa fazenda a sete léguas da vila de "Curralinho", hoje  Castro Alves, estado da Bahia.Nasceu Antônio Frederico de Castro Alves do Dr.  Antônio José Alves, cirurgião e professor da Faculdade de Medicina da Bahia, e  de sua mulher D. Clélia Brasilia da Silva Castro. Os primeiros anos da vida  passou no sertão da terra natal, do qual havia de guardar indelével impressão.  Em 54, porém, já estava com a família na capital e cursava com o irmão mais  velho, José Antônio, as aulas do Ginásio Baiano, dirigido pela afamado educador  Abílio César Borges, depois Barão de Macaúbas.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="RTE"&gt;No colégio o jovem Castro  Alves, estimulado no lar por seu pai, iria encontrar uma atmosfera literária,  produzida pelos oiteiros, ou saraus, então em moda, festas de arte, música,  poesia, declamação de versos. Aos treze anos faz os primeiros versos.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Em 1862, foi fazer o curso anexo da Faculdade do Recife. Lá ele  foi tribuno e poeta sempre requisitado nas sessões públicas da Faculdade, nas  sociedades estudantis, na platéia dos teatros, incitado desde logo pelos  aplausos e ovações, que começara a receber, e ia num crescendo de  apoteose.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Era, então, um belo rapaz, de porte esbelto, tez pálida, grandes  olhos vivos, negra e basta cabeleira, voz possante, dons e maneiras que  impressionavam à multidão, impondo-se à admiração dos homens e arrebatando  paixões às mulheres. Ocorrem então os primeiros romances, os quais ele nos fez  sentir em seus versos, os mais belos poemas líricos do Brasil.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Influência decisiva em sua vida exerceu a atriz portuguesa  Eugênia Camara, que veio ao Brasil com Furtado Coelho. Esta foi uma fase de  intensa produção literária e a do seu apostolado por duas grandes causas: uma,  social e moral, a da abolição da escravatura; outra, a república, aspiração  política dos liberais mais exaltados. Data deste tempo o seu drama Gonzaga ou a  Revolução de Minas, representado primeiramente na Bahia e depois em S. Paulo, no  qual conseguiu consagrar as duas grandes causas de sua vocação.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;No início de 68, passou pelo Rio, recebendo a consagração pública  de José de Alencar e de Machado de Assis. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Continuou em S. Paulo seus estudos, e continuou principalmente a  produção intensa dos seus poemas líricos e heróicos, publicados nos jornais ou  recitados nas festas literárias, e que produziam a maior e mais ruidosa  impressão; tinha então 21 anos, e possuía uma nomeada incomparável na sua  geração, que deu entretanto os mais formosos talentos e capacidades literárias e  políticas do Brasil; basta lembrar alguns nomes: Fagundes Varela, Ruy Barbosa,  Joaquim Nabuco, Afonso Pena, Rodrigues Alves, Bias Fortes, Martim Cabral,  Salvador de Mendonça...e tantos outros, que lhe assistiram aos triunfos e não  lhe disputaram a primazia. É que ele, na linguagem divina que é a poesia, lhes  dizia "a magnificência de versos que até então ninguém dissera, numa voz que  nunca se ouvira", como disse Constâncio Alves. Possuía uma voz dessas que "fazem  pensar no glorioso arauto de Agamenon, imortalizado por Homero, Taltibios,  semelhante aos deuses pela voz...", como disse Rui Barbosa. Pregava o advento de  uma "era nova", segundo Euclides da Cunha.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Tuberculoso, aventara uma estadia na cidade de Caetité, onde  moravam seus tios e morrera o avô materno (o Major Silva Castro, heróia da  Independência da Bahia), dois grandes amigos (Otaviano Xavier Cotrim e Plínio de  Lima) e cujo clima era tido como salutar. Mas na fazenda paterna, resolve  realizar uma caçada. Era em fins de 68: num acidente, feriu o pé com um tiro.  Disso resultou longa enfermidade, cirurgias, chegando ao Rio no começo de 69,  para salvar a vida, mas com o martírio de uma amputação. Mutilado, obrigado a  procurar o consolo da família na terra natal, e os bons ares do sertão, em 70,  na fazenda Santa Isabel, situada em Itaberaba, procurando melhora na saúde.  Infelizmente pouco durou, vindo a falecer na Cidade do Salvador, Bahia, a 6 de  Julho de 1871. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;DOIS CLANDESTINOS NA MÁQUINA DO TEMPO &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;A minha máquina do tempo às vezes derrapa e agita os paradoxos.  Quando eu me preparo para descer na Bahia, em meados do século XIX, reparo que  nas traseiras da cabina viajavam dois clandestinos. Um deles eu reconheço, já vi  a sua fotografia, é o Tabarin, um Maestro italiano. De 1943 a 1948, no  Conservatório de Santos, foi o professor de piano da minha mulher. Quando uma  discípula começava a adocicar os nocturnos de Chopin, irritava-se, berrava,  atirava pela janela as pautas da aluna... Quando eu parti (ou partirei?) o  Maestro já tinha morrido. Portanto apanhou a máquina em andamento. Tal como eu  fazia quando pulava para o estribo do eléctrico que passava (ou passará?) na rua  da minha infância... &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;O outro eu não conheço mas tem, mais ou menos, a idade do  Tabarin. Portanto, também ele apanhou a máquina em andamento. O Maestro dá-lhe o  nome de Agripino e os dois conversam em italiano. Mas brasileiro será segundo,  pois responde-me num português escorreito quando pergunto o que estão os dois a  fazer ali: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Queríamos ouvir Castro Alves declamando, por isso pegámos sua  “carona”. Não leva a mal? &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Não, não levo a mal, bem entendo o vosso desejo, é justamente o  meu. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Abro a porta da cabina. Acabo de arribar ao sertão baiano, bafo  ardente. Antes de pôr o pé em terra, verifico: corre o ano de 1851.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  MUCAMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a poucas léguas de Curralinho, cidade que um dia virá a ser  chamada Castro Alves. Mais precisamente: estou na comarca de Cachoeira, na  freguesia de S. Pedro de Muritiba. Planura agreste, ventania a açoitar e  ressecar moitas. À minha frente avisto a fazenda Cabaceiras, a senzala e a casa  grande (que não é tão grande assim...). No alpendre, uma negra corpulenta embala  um garotinho branco, irrequietos 4 anos. É a mucama Leopoldina ninando Secéu  (assim lhe chamam os meninos da senzala e todos os familiares da casa grande,  irmãos, pai e mãe). Secéu (que é o António Frederico de Castro Alves que eu  demandava) escreverá mais tarde: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Junto ao fogo, uma africana,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Sentada, o filho embalando,&lt;br /&gt;Vai lentamente cantando&lt;br /&gt;Uma  tirana indolente,&lt;br /&gt;Repassada de aflição,&lt;br /&gt;E o menino ri contente...&lt;br /&gt;Mas  treme e grita gelado,&lt;br /&gt;Se das palhas do telhado&lt;br /&gt;Ruge o vento do sertão.  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;A meu lado, comenta o Maestro Tabarin: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Senhores e escravos, que tristeza... &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Maestro, vai-me desculpar mas a realidade não é contraste a  preto e branco, há que ter olhinhos para apanhar os meios tons. Matizes,  Maestro, matizes... &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Intervém o Agripino: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Tabarin, o português tem razão. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Vira-se para mim: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Não se irrite, o Maestro desconhece a realidade brasileira  deste século. Não quero ser indelicado mas acho que o melhor é irmos nós dois  por um lado, para eu poder explicar tudo, em italiano, ao Tabarin, e Você ir por  outro. Para si a busca será fácil; embora com pronúncia diferente, fala a mesma  língua deste povo e conhece seus usos e costumes porque já andou pelo sertão  daqui a cento e poucos anos, sei disso. Andou ou andará? Mas que bruta  confusão... &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- São os paradoxos do tempo, Agripino, não se aborreça. Boa  excursão e até logo! &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Abalam. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Os meios tons! Assinalo a convivência pacífica entre brancos e  pretos que vivem na fazenda Cabaceiras, quando o habitual é mandar açoitar  costas e nádegas de escravos relapsos, ou respondões, e depois esfregar com sal  os ferimentos. O que me intriga é saber de onde brotou esta súbita humanidade.  Então reparo em D. Clélia, senhora de saúde frágil, mãe de Secéu. É filha de  José António da Silva Castro, o major “Periquitão”, o herói baiano das guerras  da independência do Brasil. Começo a entender: primeiro a independência e  depois, por arrasto, a expansão da liberdade... Também reparo no Dr. António  José Alves, pai de Secéu. Médico formado na Bahia, foi depois estagiar em  hospitais franceses - quem pagou a conta foi o futuro sogro, já que ele era moço  pobre -. Hoje o doutor zela pela saúde de todos os habitantes da fazenda, os da  casa-grande, mas igualmente os da senzala. É um homem de ciência mas foi também  (e continuará a ser, nada se apaga...) o estudante apaixonada que pegou em armas  contra as milícias do Doutor Sabino, caudilho que mandava violar cemitérios a  que chamava de profanos, só a Igreja é que deveria tomar conta dos funerais...  Fanatismo bento, confissão, confusão... &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Mais tarde, em Salvador, o Dr. Alves irá cobrar preços simbólicos  pelas suas consultas a escravos doentes, coerência. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Ânsias de liberdade e progresso, tal como na Europa, já começam  pois a sacudir o Brasil, não tarda muito a maré-cheia... &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Entretanto, no alpendre da casa-grande, Leopoldina, a mucama,  acalentando Secéu, vai lentamente cantando uma tirana indolente, repassada de  aflição, e o menino ri contente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GINÁSIO BAIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  crianças crescem, precisam de Escola. Em 1852 vejo a família Alves mudar-se,  primeiro para Muritiba, depois para S. Félix (na margem do rio Paraguaçu) e,  finalmente, em 54, para Salvador, onde o doutor abre um pequeno hospital no piso  inferior do seu palacete da Rua do Paço. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Foi com saudade que Secéu partiu da fazenda Cabaceiras. Ali  perto, em Curralinho, conhecera Leonídia Fraga, uma menina da sua idade, namoro  de crianças. Irá reencontrá-la mais tarde. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Secéu e José António (o irmão mais velho) durante dois anos  estudam no Colégio Sebrão. Depois o Dr. Alves matricula-os no Ginásio Baiano,  fundado e dirigido por Abílio César Borges, o qual está a revolucionar a forma  de ensino. Em vez de impingir o latinório do costume e zurzir os cábulas, trata  mas é de premiar os alunos que mais se distinguem na interpretação de Virgílio,  Horácio, Camões, Lamartine e Victor Hugo. Rui Barbosa (futuro líder republicano)  e Castro Alves, para regozijo de colegas e professores, entram em frequentes  despiques rimados. “Secéu” declama, veemência: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Se o índio, o negro africano,&lt;br /&gt;E mesmo o perito Hispano&lt;br /&gt;Tem  sofrido servidão;&lt;br /&gt;Ah! Não pode ser escravo&lt;br /&gt;Quem nasceu no solo bravo&lt;br /&gt;Da  brasileira região! &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;O GINÁSIO BAIANO&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;O Ginásio Baiano é um viveiro de tribunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1858 o Dr.  Alves reconstrói o solar da chácara Boa Vista. Pretende que a sua esposa,  exausta mãe de seis filhos, saúde frágil, ali repouse e ganhe forças.  Em vão.  D. Clélia falece em 1859. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Um desgosto e um problema: criar e educar seis filhos. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Três anos depois o Dr. Alves casa-se com viúva Maria Ramos  Guimarães. Será ela o amparo das quatro crianças menores, um rapaz e três  meninas, Guilherme, Elisa, Adelaide e Amélia. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;No dia seguinte ao casamento do pai, os dois filhos mais velhos  embarcam para o Recife. Ali irão preparar-se para a admissão à Faculdade de  Direito. José António vai perturbado e ninguém consegue identificar os motivos  da perturbação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU SEI QUE VOU MORRER&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Castro Alves, o Secéu, tem 15 anos e é dono do seu nariz, inteira  liberdade, o pai está longe. Acha Recife uma cidade insípida. Escreve a um amigo  na Bahia: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;“Minha vida passo-a aqui numa rede, olhando o telhado, lendo  pouco, fumando muito. O meu ‘cinismo’ passa a misantropia. Acho-me bastante  afectado do peito, tenho sofrido muito. Esta apatia mata-me. De vez em quando  vou à Soledade." &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;É de curta duração a apatia de Secéu. O bairro da boémia,  desamparo, Soledade, mas depois a Rua do Lima, no bairro de Sto. Amaro. Ali o  poeta procura uma Idalina que o aconchega em sua cama... &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;São noivos – as mulheres murmuravam!&lt;br /&gt;E os pássaros diziam: -  São amantes! &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Estroina, mau estudante, reprovação, falhado ingresso na  Faculdade de Direito. Mas antes de ser “calouro”, já começa a ser notado como  poeta, “A Destruição de Jerusalém”, o “Pesadelo”, “A Canção do Africano”,  aplausos da mocidade inconformada. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Começa a frequentar o Teatro Santa Isabel. Fica fascinado por  Eugénia Câmara, a Dama Negra, a actriz portuguesa que, de forma gaiata, domina o  palco. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Recorda-te do pobre que em silêncio&lt;br /&gt;De ti fez o seu anjo de  poesia,&lt;br /&gt;Que tresnoita cismando em tuas graças,&lt;br /&gt;Que por ti, só por ti, é  que vivia,&lt;br /&gt;Que tremia ao roçar do teu vestido,&lt;br /&gt;E que por ti de amor era  perdido...   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Mas, na ribalta, também a actriz Adelaide Amaral disputa o  coração dos espectadores (jornalistas, escritores, artistas, estudantes muitos).  Duas claques aguerridas, vaias, aplausos, pateadas, loas e cantigas de escárnio,  bebedeiras no fim da noite. Na manhã seguinte, nos jornais, elogios e doestos,  ora a uma, ora a outra. Tobias Barreto é o chefe da claque pró Adelaide. Castro  Alves o da claque pró Eugénia. Esta é amante do actor Furtado Coelho, do qual  tem uma filha pequena. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;O que não trava os avanços do Secéu, adolescente sedutor, porte  esbelto, tez pálida, olhos grandes, cabeleira farta e negra, voz possante,  sempre vestido de preto, elegância, nostalgia. Embora tenha 10 anos mais do que  o poeta, a Dama Negra não se esquiva; do romance que desponta, adia apenas a  florada. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;1864: aos 17 anos Castro Alves é finalmente admitido na Faculdade  de Direito &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;A 9 de Novembro sente uma forte dor no peito: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;E eu sei que vou morrer... dentro em meu peito&lt;br /&gt;Um mal terrível  me devora a vida:&lt;br /&gt;Triste Ahasverus, que no fim da estrada,&lt;br /&gt;Só tem por  braços uma cruz erguida.  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Sou o cipreste que inda mesmo flórido&lt;br /&gt;Sombra de morte no ramal  encerra.&lt;br /&gt;Vivo vagando sobre o chão da morte,&lt;br /&gt;Morto entre vivos a vagar na  terra.      &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Mas dirá depois: “Para chorar as dores pequenas, Deus criou a  afeição; para chorar a humanidade – a poesia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POETA-CONDOR &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Se o mal de peito lhe vai roubar tempo de vida, então há que  vivê-lo intensamente... O poeta alarga a sua dor pequena às dores da humanidade.  Ei-lo a declamar “O Século”: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;O Século é grande... No espaço&lt;br /&gt;Há um drama de treva e  luz.&lt;br /&gt;Como Cristo - a liberdade&lt;br /&gt;Sangra no poste da cruz.&lt;br /&gt;(...)&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;A escandalizar: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Quebre-se o ceptro do Papa,&lt;br /&gt;Faça-se dele uma cruz.&lt;br /&gt;A  púrpura sirva ao povo&lt;br /&gt;Pra cobrir os ombros nus. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;E, com “Os Escravos”, a amedrontar até os abolicionistas  moderados:  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Somos nós, meu senhor, mas não tremas,&lt;br /&gt;Nós quebramos as nossas  algemas&lt;br /&gt;Pra pedir-te as esposas ou mães.&lt;br /&gt;Este é o filho do ancião que  mataste.&lt;br /&gt;Este - irmão da mulher que manchaste...&lt;br /&gt;Oh, não tremas, senhor;  são teus cães.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Cai, orvalho de sangue do escravo,&lt;br /&gt;Cai, orvalho na face do  algoz,&lt;br /&gt;Cresce, cresce, seara vermelha,&lt;br /&gt;Cresce, cresce, vingança  feroz.&lt;br /&gt;(...)&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Tribuno, poeta-condor a adejar sobre a multidão em delírio,  ovações, são as ânsias de liberdade a sacudir o Brasil.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;PRESSA &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Tem pressa, a sua vida está a esvair-se mas, vez por outra, é  obrigado a parar. É quando em 1864 José António, o seu perturbado irmão, se  suicida em Curralinho. É quando, em 1866, falece o Dr. Alves, o seu pai, e ele,  então de férias na Bahia, a assistir ao passamento. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Mas reage, não tem tempo a perder. É vizinho das Amzalack, três  irmãs judias. Manda-lhes um poema, elas que decidam qual a destinatária: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Pomba d’esp’rança sobre um mar d’escolhos!&lt;br /&gt;Lírio do vale  oriental, brilhante!&lt;br /&gt;Estrela vésper do pastor errante!&lt;br /&gt;Ramo de murta a  recender cheirosa!...&lt;br /&gt;Tu és, ó filha de Israel formosa...&lt;br /&gt;Tu és, ó linda  sedutora Hebreia...&lt;br /&gt;Pálida rosa da infeliz Judéia&lt;br /&gt;Sem ter o orvalho, que  do céu deriva! &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Retorna ao Recife, matricula-se no 2.º ano de Direito. Com Rui  Barbosa e outros colegas funda uma sociedade abolicionista. No Teatro Santa  Isabel declama o poema “Pedro Ivo”, exaltação do herói da revolta Praieira e do  ideal republicano: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Cabelos esparsos ao sopro dos ventos,&lt;br /&gt;Olhar desvairado,  sinistro, fatal,&lt;br /&gt;Diríeis estátua roçando nas nuvens,&lt;br /&gt;Pra qual a montanha  se fez pedestal.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;República! Voo ousado&lt;br /&gt;Do homem feito condor!&lt;br /&gt;(...)   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;A praça! A praça é do povo&lt;br /&gt;Como o céu é do condor...   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Participa na fundação do jornal de ideias “A Luz”. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Torna-se amante de Eugénia Câmara e convence-a a fugir com ele  para, &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;(...) A todos sempre sorrindo,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Bem longe nos ocultar...&lt;br /&gt;Como boémios errantes,&lt;br /&gt;Alegres e  delirantes&lt;br /&gt;Por toda a parte a vagar.  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Pressa, tem muita pressa. Escreve, em prosa, o drama “Gonzaga” ou  “A Revolução de Minas”. Organiza manifestação contra o espancamento de um  estudante republicano. Em Maio de 67 abandona, de vez, o Recife. Viaja, com  Eugénia, para a Bahia. Mudam-se para a chácara Boa Vista. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Um  cão de guarda, já muito velho, vem lamber-lhe a mão.  Memórias, melancolia... &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;A erva inunda a terra; o musgo trepa os muros;&lt;br /&gt;A urtiga  silvestre enrola em nós impuros&lt;br /&gt;Uma estátua caída, em cuja mão nevada&lt;br /&gt;A  aranha estende ao sol a teia delicada.   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;No Teatro São João, Eugénia desempenha o principal papel feminino  do “Gonzaga”. Sucesso, consagração do autor em cena aberta, embora as senhoras  da capital baiana torçam o nariz à ligação do poeta com uma “cómica de má vida”.  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Mas na Bahia o ambiente é acanhado, a vida é lenta e ele tem  pressa, tem muita pressa. Em Fevereiro de 68 Castro Alves e Eugénia partem para  o Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO DE JANEIRO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Na capital procura José de Alencar e o autor de “Iracema”  deixa-se cativar pelo fluxo verbal do poeta. Apresenta-o a Machado de Assis.  Dirá este: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Achei uma vocação literária cheia de vida e robustez, deixando  antever nas magnificências do presente as promessas do futuro. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Também em Lisboa, Eça de Queirós ao ler, para um amigo, o poema  “Aves de Arribação” &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;(...) Às vez quando o sol nas matas virgens&lt;br /&gt;A fogueira das  tardes acendia... (...) &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;comentará: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Aí está, em dois versos, toda a poesia dos trópicos. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Ainda em Portugal, afirmará António Nobre: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- O maior poeta brasileiro. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Na redacção do Diário do Rio de Janeiro, Castro Alves lê, para  outros homens de letras, o seu “Gonzaga”. Sucesso! &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Mas a glória popular é quando, da varanda do mesmo jornal, na Rua  do Ouvidor, centro da Capital, declama para a multidão as estrofes do “Pesadelo  de Humaitá”, em que celebra o feito da esquadra brasileira na Guerra do  Paraguai: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Fere estes ares, estandarte invicto!&lt;br /&gt;Povo, abre o peito para  nova vida!&lt;br /&gt;Talvez agora o pavilhão da pátria&lt;br /&gt;Açoite altivo Humaitá  rendida.&lt;br /&gt;Sim! pela campa dos soldados mortos,&lt;br /&gt;Sim! pelo trono dos heróis,  dos reis;&lt;br /&gt;Sim! pelo berço dos futuros bravos,&lt;br /&gt;O vil tirano há-de  beijar-lhe os pés.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;&lt;br /&gt;S. PAULO &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Em Março de 68, Eugénia Câmara e Castro Alves viajam para São  Paulo. Ali, na Faculdade do Largo de S. Francisco, o poeta pretende concluir o  curso de Direito. Porém, mais do que o estudo, mobilizam-no os grandes ideais da  Abolição e da República, também a agitação académica a fluir das arcadas da  Faculdade. Em sessão magna, pela primeira vez declama o “Navio Negreiro”: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Era um sonho dantesco... O tombadilho&lt;br /&gt;Que das luzernas  avermelha o brilho,&lt;br /&gt;Em sangue a se banhar,&lt;br /&gt;Tinir de ferros... estalar de  açoite...&lt;br /&gt;Legiões de homens negros como a noite&lt;br /&gt;Horrendos a dançar...   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Negras mulheres, suspendendo às tetas&lt;br /&gt;Magras crianças, cujas  bocas pretas&lt;br /&gt;Rega o sangue das mães;&lt;br /&gt;Outras, moças, mas nuas e  espantadas,&lt;br /&gt;No turbilhão de espectros arrastadas,&lt;br /&gt;Em ânsia e mágoa vãs!   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;E ri-se a orquestra irónica, estridente...&lt;br /&gt;E da ronda  fantástica a serpente&lt;br /&gt;Faz doidas espirais...&lt;br /&gt;Se o velho arqueja, se no  chão resvala,&lt;br /&gt;Ouvem-se gritos... o chicote estala.&lt;br /&gt;E voam mais e mais.    &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Presa nos elos de uma só cadeia,&lt;br /&gt;A multidão faminta  cambaleia&lt;br /&gt;E chora e dança ali!&lt;br /&gt;Um de raiva delira, outro  enlouquece,&lt;br /&gt;Outro, que de martírios embrutece,&lt;br /&gt;Cantando, geme e ri!   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;No entanto, o capitão manda a manobra,&lt;br /&gt;E após, fitando o céu  que se desdobra&lt;br /&gt;Tão puro sobre o mar,&lt;br /&gt;Diz do fumo entre os densos  nevoeiros:&lt;br /&gt;“Vibrai rijo o chicote, marinheiros!&lt;br /&gt;Fazei-os mais dançar!...”   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;E ri-se a orquestra irónica, estridente...&lt;br /&gt;E da ronda  fantástica a serpente&lt;br /&gt;Faz doidas espirais...&lt;br /&gt;Qual num sonhos dantesco as  sombras voam!&lt;br /&gt;Gritos, ais, maldições, preces ressoam&lt;br /&gt;E ri-se Satanás!...    &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Conclui o poeta:  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Auriverde pendão da minha terra,&lt;br /&gt;Que a brisa do Brasil beija e  balança,&lt;br /&gt;Estandarte que a luz do sol encerra,&lt;br /&gt;E as promessas divinas da  esperança...&lt;br /&gt;Tu, que da liberdade após a guerra,&lt;br /&gt;Foste hasteada dos heróis  na lança,&lt;br /&gt;Ante te tivessem roto na batalha,&lt;br /&gt;Que servires a um povo de  mortalha!  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Dirá Joaquim Nabuco: “Quem visse Castro Alves em um desses  momentos em que se inebriava de aplausos, vestido de preto para dar à fisionomia  um reflexo de tristeza, com a fronte contraída como se o pensamento a oprimisse,  com os olhos que ele tinha profundos e luminosos fixos em um ponto do espaço,  com os lábios ligeiramente contraídos de desdém ou descerrados por um sorriso de  triunfo, reconheceria logo o homem que ele era: uma inteligência aberta às  nobres ideias, um coração ferido que se procurava esquecer na vertigem da  glória.” &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Esquecer o quê? Talvez a tuberculose que vai minando os seus  pulmões, talvez o arrefecimento do amor de Eugénia Câmara. A Dama Negra está a  envelhecer e corre em busca da juventude, erotismo, aventuras várias. Ciúmes de  Castro Alves, violência e mágoa, reconciliações, sensualidade: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;É noite ainda! Brilha na cambraia&lt;br /&gt;- desmanchado o roupão, a  espádua nua -&lt;br /&gt;O globo do teu peito entre os arminhos&lt;br /&gt;Como entre as névoas  se balança a lua...   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;O par separa-se em Setembro de 68. Encontram-se, pela última vez,  em Outubro, quando Eugénia sobe ao palco do Teatro São José para, mais uma vez,  interpretar o principal papel feminino do “Gonzaga”. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Isolamento, melancolia, tabaco, nuvens de fumo, mal agravado.  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Armado, o poeta passeia pelas várzeas do Brás, caçar é  distracção. Ao saltar uma vala, tropeça, a espingarda dispara-se e o tiro  acerta-lhe no calcanhar esquerdo. Dores, infecção, o pé terá de ser amputado.  Mas a operação deverá ocorrer no Rio, pois o clima húmido de São Paulo  agrava-lhe o mal do peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DERRADEIRO ENCONTRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não  quero mais o teu amor", diz Castro Alves para Eugénia Câmara. Entretanto, o que  está a acontecer no resto do mundo? Consulta a Tábua Cronológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  poeta é levado para a Capital em Maio de 69. Fica hospedado na casa do seu amigo  Cornélio dos Santos. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Amputação do pé, porém a frio, o seu estado de fraqueza  desaconselha o uso do clorofórmio. Galhofa é o escudo contra a dor: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Corte-o, corte-o, doutor... Ficarei com menos matéria do que o  resto da Humanidade. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Valem depois ao poeta os muitos amigos que o cercam durante a  longa convalescença. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;17 de Novembro de 69: Castro Alves enfia a perna esquerda num  botim recheado de algodão, assim disfarça o defeito. Apoiado numa muleta, aí vai  ele assistir a um espectáculo de Eugénia Câmara no Teatro Fénix Dramática. Os  dois antigos amantes têm ainda uma troca de palavras. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Dessa última conversa sobram versos, apenas: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Quis te odiar, não pude. – Quis na terra&lt;br /&gt;Encontrar outro amor.  – Foi-me impossível.&lt;br /&gt;Então bem disse a Deus que no meu peito&lt;br /&gt;Pôs o germe  cruel de um mal terrível.  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Sinto que vou morrer! Posso, portanto,&lt;br /&gt;A verdade dizer-te  santa e nua:&lt;br /&gt;Não quero mais o teu amor! Porém minh’alma&lt;br /&gt;Aqui, além, mais  longe, é sempre tua.   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Uma semana depois embarca para a Bahia. Doente, e aleijado, o  poeta retorna a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A BAHIA - O SERTÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebido  efusivamente por Maria (a madrasta) por Augusto Álvares Guimarães (o cunhado e  grande amigo), por Guilherme (o irmão), e por Elisa, Adelaide (esposa de  Augusto) e Amélia, as três irmãs que o endeusam. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;É curta a permanência de Castro Alves em Salvador. Apenas o tempo  necessário para coligir os poemas para a edição de “Espumas Flutuantes”.  Relembra São Paulo, onde alcançara a glória, nostalgia: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Tenho saudades das cidades vastas&lt;br /&gt;Dos ínvios cerros, do  ambiente azul...&lt;br /&gt;Tenho saudades dos cerúleos mares,&lt;br /&gt;Das belas filhas do  país do sul. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Tenho saudades de meus dias idos&lt;br /&gt;- Pét’las perdidas em fatal  paul -&lt;br /&gt;Pét’las que outrora desfolhámos juntos,&lt;br /&gt;Morenas filhas do país do  sul.   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Depois abala para o sertão onde, segundo os médicos, o clima seco  será mais favorável aos seus pulmões. Passará o tempo a escrever e a desenhar.  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Em Curralinho, o comovido reencontro com a paisagem e a memória  da infância: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Hora meiga da Tarde! Como é bela&lt;br /&gt;Quando surges do azul da zona  ardente!&lt;br /&gt;Tu és do céu a pálida donzela&lt;br /&gt;Que se banha nas termas do  oriente...&lt;br /&gt;Quando é gota do banho cada estrela&lt;br /&gt;Que te rola da espádua  refulgente...&lt;br /&gt;E, - prendendo-te a trança a meia lua,&lt;br /&gt;Te enrolas em  neblinas seminua!...  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Eu amo-te, ó mimosa do infinito!&lt;br /&gt;Tu me lembras o tempo em que  era infante.&lt;br /&gt;Inda adora-te o peito do precito&lt;br /&gt;No meio do martírio  excruciante;&lt;br /&gt;E, se não te dá mais da infância o grito&lt;br /&gt;Que menino  elevava-te arrogante,&lt;br /&gt;É que agora os martírios foram tantos,&lt;br /&gt;Que mesmo  para o riso só tem prantos!...&lt;br /&gt;(...)   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;E na fazenda de Sta. Isabel do Orobó, o reencontro com Leonídia  Fraga, sua prometida de menino e hoje donzela airosa que por ele esperara  sempre. Reacender a paixão primeira? Para quê, se a morte ronda? A si mesmo diz  o poeta: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Talvez tenhas além servos e amantes,&lt;br /&gt;Um palácio em lugar de  uma choupana.&lt;br /&gt;E aqui só tens uma guitarra e um beijo,&lt;br /&gt;E o fogo ardente de  ideal desejo&lt;br /&gt;Nos seios virgens da infeliz serrana!  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Leonídia, a “infeliz serrana”, ficará para sempre à sua espera.  Acabará por enlouquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGNESE &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Fizeram-lhe bem os ares do sertão, sente-se melhor e regressa a  Salvador. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;As “Espumas Flutuantes” são editadas, correm de mão em mão e o  poeta é saudado e louvado em cada esquina. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Apaixona-se por Agnese Trinci Murri, alta, alva, bela viúva  florentina, cantora lírica que se deixara ficar na Bahia para ensinar piano às  meninas da alta roda. A italiana aceita, vagamente, a corte do poeta, mas não  embarca em aventuras, quer manter o seu bom nome. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;No camarote gélida e quieta&lt;br /&gt;Por que imóvel assim cravas a  vista?&lt;br /&gt;És o sonho de neve de um poeta?&lt;br /&gt;És a estátua de pedra de um  artista?  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Renascera contudo o optimismo e o poeta tornara ao teatro, longe  já vai o tempo da Dama &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Negra... Ouve recitar a sua “Deusa Incruenta”, exaltação do papel  educativo da Imprensa: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Oh! Bendito o que semeia&lt;br /&gt;Livros à mão cheia&lt;br /&gt;E manda o povo  pensar!&lt;br /&gt;O livro, caindo n’alma&lt;br /&gt;É germe – que faz a palma,&lt;br /&gt;É chuva – que  faz o mar!   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;E em Outubro de 70 é ele mesmo quem declama, no comício de apoio  às vítimas francesas das tropas de Bismarck: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Já que o amor transmudou-se em ódio acerbo,&lt;br /&gt;Que a eloquência é  o canhão, a bala - o verbo,&lt;br /&gt;O ideal – o horror!&lt;br /&gt;E, nos fastos do século,  os tiranos&lt;br /&gt;Traçam co’a ferradura dos uhlanos&lt;br /&gt;O ciclo do  terror...&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Filhos do Novo Mundo! Ergamos nós um grito&lt;br /&gt;Que abafe dos  canhões o horríssono rugir,&lt;br /&gt;Em frente do oceano! Em frente do infinito&lt;br /&gt;Em  nome do progresso! Em nome do porvir!   &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;É a sua última aparição em público. O estado de saúde agrava-se.  Recolhe-se à casa da família. Em 71, na noite de 23 de Junho aproxima-se da  varanda. O fumo das fogueiras de São João provoca-lhe um acesso de tosse que o  deixa prostrado. Febre alta, hemoptises. Ordena a Adelaide que impeça a visita  de Agnese. Não consente que a Diva derradeira contemple a sua ruína física. A 6  de Julho pede que o sentem junto a uma janela ensolarada. A contemplar o longe,  morre às 3 e meia da tarde. 24 anos, vida breve, intensidade. &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Quando me aproximo da máquina do tempo, os dois clandestinos já  estão à minha espera para regressarem ao futuro. Sei que, durante a viagem, irão  misteriosamente desaparecer como, na vinda, misteriosamente apareceram na  cabina. Entusiasmo do Maestro Tabarin: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Vigoroso e revolucionário Castro Alves! Um romântico sem  açúcar... Tal e qual Chopin... &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;E o outro? Puxei pela memória e agora já sei quem é: Agripino  Grieco, brasileiro, crítico de língua afiada. Sobre o que viu e ouviu tem,  obviamente, uma opinião. Definitiva, como são todas as suas: &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;- Castro Alves não foi um homem, foi uma convulsão da  natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fontes Biográficas:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;CALMON, Pedro. Castro Alves, o homem e a obra. 3ª ed., Rio de  Janeiro: José Olympio, 1973.  &lt;/span&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="normal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;HORCH, Hans J. Bibliografia de Castro Alves. Rio de Janeiro:  INL, 1960.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="normal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_Alves"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_Alves&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33609367-115734634878568297?l=jornalorebatebiografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/feeds/115734634878568297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33609367&amp;postID=115734634878568297' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/115734634878568297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/115734634878568297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/2006/09/biografia-de-castro-alves.html' title='Biografia de Castro Alves'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33609367.post-115697387403072295</id><published>2006-08-30T14:37:00.000-07:00</published><updated>2006-09-04T18:13:14.093-07:00</updated><title type='text'>Biografia de Machado de Assis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5767/3575/1600/machado_de_assis.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 203px; height: 237px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5767/3575/320/machado_de_assis.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo,  jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade  do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839, e faleceu em 29 de Setembro de  1908.&lt;br /&gt;&lt;div class="RTE"&gt;&lt;div class="RTE"&gt;Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de  Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o  maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado  pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula  na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da  juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja  da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São  Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era  chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e  alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava  trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em  aprender.  Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa,  proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de  Francês. Contava, também, com a proteção da madrinha D. Maria José de Mendonça  Barroso, viúva do Brigadeiro e Senador do Império Bento Barroso Pereira,  proprietária da Quinta do Livramento, onde foram agregados seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 16 anos, publica em 12-01-1855 seu primeiro trabalho literário, o poema  "Ela", na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria  Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e  feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 17 anos, consegue  emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever  durante o tempo livre.  Conhece o então diretor do órgão, Manuel Antônio de  Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu  protetor.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Em 1858 volta à Livraria Paula Brito, como revisor e colaborador  da Marmota, e ali integra-se à sociedade lítero-humorística Petalógica, fundada  por Paula Brito. Lá constrói o seu círculo de amigos, do qual faziam parte  Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves  Dias.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Começa a publicar obras românticas e, em 1859, era revisor e  colaborava com o jornal Correio Mercantil. Em 1860, a convite de Quintino  Bocaiúva, passa a fazer parte da redação do jornal Diário do Rio de Janeiro.  Além desse, escrevia também para a revista O Espelho (como crítico teatral,  inicialmente), A Semana Ilustrada(onde, além do nome, usava o pseudônimo de Dr.  Semana) e Jornal das Famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu primeiro livro foi impresso em 1861,  com o título Queda que as mulheres têm para os tolos, onde aparece como  tradutor.  No ano de 1862 era censor teatral, cargo que não rendia qualquer  remuneração, mas o possibilitava a ter acesso livre aos teatros. Nessa época,  passa a colaborar em O Futuro, órgão sob a direção do irmão de sua futura  esposa, Faustino Xavier de Novais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publica seu primeiro livro de  poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1867, é nomeado  ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Agosto de 1869 marca a data da morte de seu amigo Faustino Xavier  de Novais, e, menos de três meses depois, em 12 de novembro de 1869, casa-se com  Carolina Augusta Xavier de Novais.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Nessa época, o escritor era um típico homem de letras brasileiro  bem sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e por um  casamento  feliz que durou 35 anos. D. Carolina, mulher culta, apresenta Machado aos  clássicos portugueses e a vários autores da língua inglesa.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Sua união foi feliz, mas sem filhos. A morte de sua esposa, em  1904, é uma sentida perda, tendo o marido dedicado à falecida o soneto Carolina,  que a celebrizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em  1872.  Com a nomeação para o cargo de primeiro oficial da Secretaria de Estado  do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, estabiliza-se na  carreira burocrática que seria o seu principal meio de subsistência durante toda  sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No O Globo de então (1874), jornal de Quintino Bocaiúva,  começa a publicar em folhetins o romance A mão e a luva. Escreveu crônicas,  contos, poesias e romances para as revistas O Cruzeiro, A Estação e Revista  Brasileira.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Sua primeira peça teatral é encenada no Imperial Teatro Dom Pedro  II em junho de 1880, escrita especialmente para a comemoração do tricentenário  de Camões, em festividades programadas pelo Real Gabinete Português de Leitura.  &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Na Gazeta de Notícias, no período de 1881 a 1897, publica aquelas  que foram consideradas suas melhores crônicas.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Em 1881, com a posse como ministro interino da Agricultura,  Comércio Obras Públicas do poeta Pedro Luís Pereira de Sousa, Machado assume o  cargo de oficial de gabinete.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Publica, nesse ano, um livro extremamente original , pouco  convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas -- que foi  considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo  na literatura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraordinário contista, publica Papéis  Avulsos em 1882, Histórias sem data (1884), Vária Histórias (1896), Páginas  Recolhidas (1889), e Relíquias da casa velha (1906).&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Torna-se diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que  servia, no ano de 1889.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Grande amigo do escritor paraense José Veríssimo, que dirigia a  Revista Brasileira, em sua redação promoviam reuniões os intelectuais que se  identificaram com a idéia de Lúcio de Mendonça de criar uma Academia Brasileira  de Letras. Machado desde o princípio apoiou a idéia e compareceu às reuniões  preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia,  foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte, ocorrida  no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908. Sua oração fúnebre foi proferida  pelo acadêmico Rui Barbosa.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;É o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de  Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Por sua importância, a Academia Brasileira de Letras passou a ser  chamada de Casa de Machado de Assis.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Dizem os críticos que Machado era "urbano, aristocrata,  cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência  do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo  ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. ... A  galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da  observação psicológica.  ...  Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e  outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido,  sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso,  reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da  desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se  afaste de seus contemporâneos."&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Comédia&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Desencantos, 1861.&lt;br /&gt;Tu, só tu, puro amor, 1881.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Poesia&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Crisálidas, 1864.&lt;br /&gt;Falenas, 1870.&lt;br /&gt;Americanas,  1875.&lt;br /&gt;Poesias completas, 1901.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Romance&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Ressurreição, 1872.&lt;br /&gt;A mão e a luva, 1874.&lt;br /&gt;Helena,  1876.&lt;br /&gt;Iaiá Garcia, 1878.&lt;br /&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881.&lt;br /&gt;Quincas  Borba, 1891.&lt;br /&gt;Dom Casmurro, 1899.&lt;br /&gt;Esaú Jacó, 1904.&lt;br /&gt;Memorial de Aires,  1908.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Conto:&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Contos Fluminenses,1870.&lt;br /&gt;Histórias da meia-noite,  1873.&lt;br /&gt;Papéis avulsos, 1882.&lt;br /&gt;Histórias sem data, 1884.&lt;br /&gt;Várias histórias,  1896.&lt;br /&gt;Páginas recolhidas, 1899.&lt;br /&gt;Relíquias de casa velha, 1906.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Teatro&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Queda que as mulheres têm para os tolos, 1861&lt;br /&gt;Desencantos,  1861&lt;br /&gt;Hoje avental, amanhã luva, 1861.&lt;br /&gt;O caminho da porta, 1862.&lt;br /&gt;O  protocolo, 1862.&lt;br /&gt;Quase ministro, 1863.&lt;br /&gt;Os deuses de casaca, 1865.&lt;br /&gt;Tu,  só tu, puro amor, 1881.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Algumas obras póstumas&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Crítica, 1910.&lt;br /&gt;Teatro coligido, 1910.&lt;br /&gt;Outras relíquias,  1921.&lt;br /&gt;Correspondência, 1932.&lt;br /&gt;A semana, 1914/1937.&lt;br /&gt;Páginas escolhidas,  1921.&lt;br /&gt;Novas relíquias, 1932.&lt;br /&gt;Crônicas, 1937.&lt;br /&gt;Contos Fluminenses - 2º.  volume, 1937.&lt;br /&gt;Crítica literária, 1937.&lt;br /&gt;Crítica teatral, 1937.&lt;br /&gt;Histórias  românticas, 1937.&lt;br /&gt;Páginas esquecidas, 1939.&lt;br /&gt;Casa velha, 1944.&lt;br /&gt;Diálogos  e reflexões de um relojoeiro, 1956.&lt;br /&gt;Crônicas de Lélio, 1958.&lt;br /&gt;Conto de  escola, 2002.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Antologias&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Obras completas (31 volumes), 1936.&lt;br /&gt;Contos e crônicas,  1958.&lt;br /&gt;Contos esparsos, 1966.&lt;br /&gt;Contos: Uma Antologia (02 volumes),  1998&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério  da Educação e Cultura, organizou e publicou as Edições críticas de obras de  Machado de Assis, em 15 volumes.&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;&lt;br /&gt;Suje-se Gordo&lt;br /&gt;(...) Assim são as páginas da vida,&lt;br /&gt;como  dizia meu filho quando fazia versos,&lt;br /&gt;e acrescentava que as páginas vão&lt;br /&gt;passando umas sobre as outras,&lt;br /&gt;esquecidas apenas lidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fontes Biográficas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;José GALANTE de Sousa&lt;br /&gt;Bibliografia de Machado de Assis&lt;br /&gt;INL,  Rio de Janeiro 1955.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fontes para estudo de Machado de Assis&lt;br /&gt;MEC, INL, Rio de Janeiro  1958.&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;*******&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt;AUTOR: MILTON DA SILVA NUNES FILHO&lt;/div&gt; &lt;div class="RTE"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td align="left" nowrap="nowrap" valign="center" width="10%"&gt; &lt;p&gt;&lt;span class="G"&gt;&lt;a href="mailto:miltonpoeta@hotmail.com"&gt;miltonpoeta@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33609367-115697387403072295?l=jornalorebatebiografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/feeds/115697387403072295/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33609367&amp;postID=115697387403072295' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/115697387403072295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/115697387403072295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/2006/08/biografia-de-machado-de-assis.html' title='Biografia de Machado de Assis'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33609367.post-115697208762292835</id><published>2006-08-30T13:53:00.000-07:00</published><updated>2006-08-30T14:08:07.630-07:00</updated><title type='text'>O que eu penso, O que é a fé</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5767/3575/1600/eu%20oo1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5767/3575/200/eu%20oo1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O SENTIDO DAS COISAS, É ACREDITAR, NAQUILO QUE EXISTE, A FÉ SÓ EXISTE, SE&lt;br /&gt;CREMOS NO QUE FOI DITO. PARA MUITOS, ESSA TEORIA PARA MIM NÃO É  VÁLIDA.&lt;br /&gt;PORQUÊ?&lt;br /&gt;SE A FÉ É EXPLICADA, MAS NÃO É  COMPROVADA.&lt;br /&gt;SOMENTE O FATO DA EXISTÊNCIA REAL DAS COISAS NA FORMA  CIENTÍFICA, NÃO É&lt;br /&gt;ESCLARECIDA. ELA É DIVULGADA NA FORMA DO PENSAMENTO  HUMANO, OU SEJA,&lt;br /&gt;FILOSÓFICO.&lt;br /&gt;SE NÃO SOUBEMOS, EXPRESSAR AS  ATRIBUIÇÕES RECEBIDAS, SEM O DEVIDO CONHECIMENTO DIVINO, AINDA ABSTRATO  AO SER HUMANO, COMO PODEMOS TER&lt;br /&gt;CONTRADIÇÕES DE SI MESMO. SERIA O MESMO  EM NÃO CRER EM SI MESMO. TEORIA DAS IGREJAS.&lt;br /&gt;NÃO PODEMOS  CONTRARIAR NÓS MESMOS. QUE NASCEMOS DENTRO DE UMA SOCIEDADE CHEIA DE  MISTÉRIOS E SEM EXPLICAÇÕES EXATA, OU DEFINIDA DA VIDA, COMO ELA É, DE  ONDE VEIO, ONDE IREMOS?&lt;br /&gt;PORTANTO, O QUE É A FÉ?&lt;br /&gt;CRER EM SI  MESMO?&lt;br /&gt;TEÓLOGOS EXPLICAM: É CRER, SE NÃO CREMOS, EM NÓS MESMOS, VAMOS  CRER, EM&lt;br /&gt;QUEM?&lt;br /&gt;ENTÃO, PORQUÊ USAM ESSE DEUS, QUE TANTAS  COMUNIDADES DE FÉ, USAM ELE, SEM TER O CONHECIMENTO DA  CIÊNCIA.&lt;br /&gt;AS IGREJAS DE QUALQUER NATUREZA FILOSÓFICA, USAM ISSO, UMA FORMA  DE&lt;br /&gt;EXPLORAÇÃO FINANCEIRA AOS FRACOS DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO, OU  CULTURAL.&lt;br /&gt;PARA MIM, FÉ É:&lt;br /&gt;É PRINCÍPIO DA DIVINDADE DO  AUTOCONHECIMENTO, É SABER DIFERENCIAR DOS&lt;br /&gt;VALORES DO BEM E DO MAL.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33609367-115697208762292835?l=jornalorebatebiografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/feeds/115697208762292835/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33609367&amp;postID=115697208762292835' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/115697208762292835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33609367/posts/default/115697208762292835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebatebiografias.blogspot.com/2006/08/o-que-eu-penso-o-que-f.html' title='O que eu penso, O que é a fé'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
